Outubro Rosa e a campanha contra o cancer de mama e a favor da vida



E, seguindo a vida, vai encerrando o mes de Outubro, e com ele, a campanha Outubro Rosa, criada para lembrar a todos sobre o Cancer de mama, seus riscos e cuidados necessários.
A campanha ano após ano vem se intensificando e deiando uma marca atrás de si: fica cada vez mais evidente que é possível evitar e, se necessário tratar, ou ainda, conviver com as cicatrizes de um cancer que se venceu.Ele é, no Brasill, das causas naturais, aquela que mais mata mulheres. 
Entretanto, muito pelo estigma que o cancer traz, pela desinformação e mesmo por crenças completamente equivocadas, as pessoas ainda usam de determinadas práticas, omissões e falas:
  • A maioria das pessoas sequer falam a palavra "Cancer", como se ao pronunciar a palavra estivessem atraindo sobre si, ou sobre os seus a doença;
  • Homens são vítimas em menor número, mas eles também tem mamas (afinal somos mamíferos), e, portanto, também podem vir a sofrer com o cancer;
  • Segundo a estatítica, nós somos 1-2% dos atingidos;


A detecção é fácil, o tratamento também. Mas, no país onde as políticas públicas relativas a saúde andam a passos de jumento, e os planos de saúde brincam com nossas vidas, cuidados com as mamas são necessários.
Pior que a vergonha de se apalpar, ou de ser apalpada por um médico; ou ainda pior que a dor de ter a mama "esmagada" durante o exame, é a dor de extirpa-la, ou de conviver com as incertezas de um tratamento longo e doloroso, que traz muito estigma a quem precisa dele.
Na minha família tive uma tia, muito querida, por nós por meu pai, que sofreu a dor de perder uma das mamas, conviver anos com isso e depois ter de extirpar a outra. Não suportou a "perda da feminilidade", numa época onde ainda enfrentou a separação do marido e a saída de casa dos filhos que estavam agora adultos e cuidando de suas vidas. Ela simplesmente caiu numa amnésia e só lembrava dos filhos e sobrinhos quando crianças. Esqueceu que cresceram.Viveu algum tempo assim, e depois morreu de tristeza. Poderia ter convivido com a mudança do corpo se mudasse a cabeça. As ações do mes de Outubro servem para lembrar que, com tudo, há vida. E ela pode ser bem vivida, se tivermos coragem de aceitar que mudanças vem. Nem sempre a que queremos e, talvez, longe das falas dos religiosos, nem sempre a que precisamos; mas seguramente, aquela que, por decisão própria, podemos enfrentar. 
É possível viver depois de enfrentar um cancer de mama. É possível viver, e bem.


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