Vida e morte: dois lados de uma mesma moeda?

Bem vindo ao céu!
Há quem creia que sim, e que a morte é apenas a passagem para outra vida.
Segundo as religiões monoteístas modernas, os homens morrem e transcendem a um mundo diferente do que conhecemos. Alguns irão viver num lugar cheio de paz, tranquilidade. Outros, irão para os "campos elísios", outros, para um lugar cheio de alegria e fartura, onde um homem pode ter até 70 virgens a sua disposição...
Ninguém pensa, por exemplo que essa vida, se existir, traz consigo um inferno. Imagina um homem com 70 virgens... terá, provavelmente 70 sogras! E como alimentar, vestir, e cuidar de 70 mulheres? Imagina uma sala com 70 mulheres disputando a atenção do mesmo homem! Todas querendo sua atenção, amor, energia...
E pensar num lugar onde se estabeleça a paz duradoura e firme, sem guerrras, doenças, ou qualquer forma de desafio, seja ele físico, moral, intelectual, mental, psicológico... um lugar onde os dias seguem exatamente iguaizinhos, na mais total pasmaceira. Com cânticos pela manhã, pela tarde, pela noite adentro, e novamente, novamente, novamente...Sem nunca ter fim. Um lugar onde o sexo e as alegrias da comida, do reunir os amigos, os parentes queridos, e tudo o mais não aconteça.
E que crê a ciência? M orreu, perdeu! Acabou! Game Over! C'est finit! Purpurina!
Ou seja, segue-se o tornar-e em matéria húmica, e nada mais. Retornar ao pó, porquanto pó és! Somos!
Sem abertura de inquérito e julgamento, sem céu nem inferno, e sem julgamento final. Apenas, fim.
E sabe porque se crê assim? Porque não se pode afirmar, cientificamente, que haja céu, nem inferno. Não há parâmetro que confirme qualquer dos dois. Tanto quanto, nega-los. Se a ciência não pode afirmar que eles existem, creio que, de forma idêntica, não possa afirmar sua inexistência.
Vamos partir do princípio de que a vida após a morte não existe. E que toda a nossa esperança seja uma total inutilidade e esperança vã. Certamente isso abalaria todas as nossas outras certezas. Mas, no final, apenas alguns ajustes e no final teríamos, contraditoriamente, um milagre ainda maior ao nosso dispor.
Estamos vivos, e convivemos num mesmo tempo. Compartilhamos do mesmo planeta, e passamos a ser responsáveis por nós e pelos nossos. Mesmo por aqueles que sequer sabemos que exstem, e por aqueles que ainda virão, ainda que não por nossas vontades.
Estamos aqui e somos responsáveis, uns pelos outros. Fazer o melhor, por nós e pelos nossos, é o melhor, porque a outra opção irá nos exterminar enquanto expécie, do planeta, e a outras espécies igualmente importantes.
Temos grande responsabilidade por sermos a espécie dominante no planeta. E podemos assumir isso e tornar nossa existência melhor, ou caminhar para a destruição.

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