Especialistas alertam para os riscos de alimentos vendidos pelos ambulantes


Especialistas alertam para os riscos de alimentos vendidos pelos ambulantes

Muitos ambulantes passam produtos do tipo detergente nas estufas ou recipientes achando que são suficientes para manter a limpeza

Maíra Côrtes | 15/02/2014 - 09:51
Nem sempre os alimentos estão corretamente armazenados
Foto: Reginaldo Ipê
Nem sempre os alimentos estão corretamente armazenados
Pão dentro de sacos plásticos e expostos ao calor e insetos, salgados com recheio de proteína sendo vendidos a temperaturas inadequadas, alimentos frios sem a devida conservação. Esse é um cenário comum nas barracas de vendedores ambulantes que comercializam diversos tipos de lanches de forma imprópria nas ruas de Salvador.
Mas, o que basta para evitar a contaminação do alimento vendido nas ruas? Muitos ambulantes passam produtos do tipo detergente nas estufas ou recipientes achando que são suficientes para manter a limpeza do local e dos alimentos. De acordo com a nutricionista Rosana Chagas, somente esse manuseio não adianta muito para garantir a “segurança alimentar” do consumidor.
“Além de produtos específicos existentes no mercado, uma higienização completa com água e sabão ainda é a melhor solução para higienizar os locais onde ficam os alimentos. Detergentes simples vendidos em supermercados, por exemplo, deixam resíduos que podem passar para os alimentos”, explica a especialista.
O estudante Zimar Copque costuma comprar salada de fruta em uma banca em frente à escola técnica onde estuda. Ele disse que só compra na barraquinha porque a vendedora é conhecida no local. “Não costumo fazer isso em qualquer lugar. Tenho medo de uma intoxicação”. O que ele não percebe é que a forma como a salada é conservada não é a mais adequada.
A nutricionista reforça a importância de consumir frutas e frios a temperaturas apropriadas. “Nem sempre tem como saber se o alimento está estragado. Às vezes a fruta mal conservada desenvolve fungos e bactérias que, a depender da imunidade do consumidor, pode gerar uma infecção intestinal leve ou mais grave”, alerta Rosana Chagas.
Para garantir a segurança alimentar sem aumentar o custo, basta tomar alguns cuidados ao comprar os alimentos.
“Observar a validade, as condições de temperatura em que o alimento foi manipulado, além do transporte e manipulação são dicas que podem prevenir complicações futuras”, sugere a nutricionista.

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