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SAÚDE GLOBAL: Barriga de chope ou obesidade visceral? | Boston Medical Group

SAÚDE GLOBAL: Barriga de chope ou obesidade visceral? | Boston Medical Group

SAÚDE GLOBAL: BARRIGA DE CHOPE OU OBESIDADE VISCERAL?





Cirurgião gástrico alerta para os perigos da circunferência abdominal aumentada, principalmente em homens
Tradicional argumento e motivo de piada entre os homens que estão fora de forma, a famosa “barriga de chope ou de cerveja” pode ser o principal sintoma de uma doença séria, a obesidade visceral.  Dr. Luiz Vicente Berti,(CRM-SP 62294), cirurgião do aparelho digestivo, diretor do Centro de Cirurgia Obesidade e Metabólica,alerta para os riscos de um abdômen com circunferência acima da média. Além de mascarar doenças metabólicas, a gordura visceral tem taxa de mortalidade alta entre os homens, porque é o tipo de excesso de peso que oferece maior chance de problemas cardíacos. A gordura não se acumula apenas na parte inferior do abdômen, ela também ataca as vísceras. Daí o nome de obesidade visceral”.
Existe um nível de gordura visceral que cumpre uma função importante de proteger os órgãos do aparelho digestivo, mas o problema se instala quando esse nível passa dos limites. A obesidade visceral é diagnosticada quando a gordura não está armazenada somente na região subcutânea, mas também nos órgãos internos, como estômago, intestinoe, principalmente, no fígado. “Estatisticamente existem duas mulheres obesas para cada homem. No entanto, são eles as principais vítimas desse problema. Ao contrário delas, que acumulam gordura na região do quadril, os homens armazenam esses excessos diretamente na região abdominal”, explica o cirurgião.
Fatores como má alimentação, comer fora de hora e consumir alimentos gordurosos em excesso, são outros aspectos dos maus hábitos da vida moderna que também influenciam no desenvolvimento da obesidade visceral que, além de prejudicar a saúde, interfere no contorno corporal.
Doenças metabólicas
Esse acúmulo de gordura visceral pode causar outras doenças metabólicas, como diabetes, aumento do colesterol ruim e da taxa de triglicérides, hipertensão arterial, esteatose hepática, problemas respiratórios, entre outras enfermidades que triplicam os riscos de infarto, derrames, entre diferentes ocorrências fatais. Para quem está acima do peso, a ferramenta mais econômica de avaliação é a fita métrica. Homens com circunferência abdominal a partir de 102cm e mulheres de 88cm, devem procurar um médico imediatamente para avaliação, exames clínicos, diagnóstico e um possível tratamento, alerta o Dr. Berti.
Sendo visceral ou localizada, o tratamento da obesidade envolve reeducação alimentar, prática de atividades físicas e, em casos mais avançados, quando o paciente não apresenta os resultados satisfatórios com os métodos já citados , recomenda-se a cirurgia bariátrica. A obesidade é uma doença séria e pode matar. Felizmente, tem controle e o paciente pode voltar ao peso idealVale ressaltar que o procedimento cirúrgico não está ligado às questões estéticas. Ele é uma alternativa para que o indivíduo possa ter mais qualidade de vida”, finaliza.

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