O animal mais velho do mundo tinha 507 anos e os cientistas o mataram durante a pesquisa | Jornal Ciência

O animal mais velho do mundo tinha 507 anos e os cientistas o mataram durante a pesquisa | Jornal Ciência

O animal mais velho do mundo tinha 507 anos e os cientistas o mataram durante a pesquisa


O animal mais antigo encontrado vivo no mundo é um tipo de molusco.
Conhecido como molusco Ming, trata-se de um bivalve islandês cujo nome científico é Arctica islandica. Ele provou ser ainda mais antigo do que se imaginava quando os cientistas o descobriram em 2006.
Na época os cientistas definiram sua idade em 405 anos. Ele foi batizado oficialmente com seu nome e passou a ser chamado carinhosamente pela Ciência como Ming e entrou para o Guinness Book of Records. Agora, os pesquisadores resolveram analisar novamente, mas com mais detalhes e descobriram que na verdade, Ming tinha 507 anos.
“Tinha” porque os pesquisadores o mataram quando resolveram abri-lo para estudar detalhadamente a sua idade. O molusco que estava vivo quando a França e Veneza (cidade italiana) eram aliadas contra Milão, permitindo que o rei Luís XII invadisse o ducado. Nessa mesma época, a Suíça se tornou um estado independente. Ming era um recém-nascido quando Cristóvão Colombo descobriu a América.
Apesar do “crime”, o pesquisador Paul Butler da Universidade Bangor de Gales, no Reino Unido, declarou: “Não fomos bem no primeiro estudo e nos apressamos para publicar as descobertas. Mas, agora temos plena confiança de que encontrados a idade certa”.
A confusão ocorreu porque para calcular a idade, os anéis em sua concha precisam ser contados, tanto por dentro quanto por fora, assim como ocorre com algumas árvores. Como Ming tinha uma idade muito avançada, alguns anéis estavam comprimidos.
Além disso, para não passar “vergonha pública” errando a idade novamente, os pesquisadores usaram técnicas mais avançadas através do carbono-14. Os cientistas estão seguros que, se existir algum erro, isso não ultrapassa 1 ou dois anos, para mais ou para menos.
Os pesquisadores querem usar Ming para estudar as mudanças climáticas que ocorreram no planeta desde 1500. Eles afirmam que o bivalve é uma espécie de teste, mostrando o que ocorreu com a temperatura do oceano.
Vida em câmera lenta
A única explicação para sua imensa longevidade parece estar no metabolismo. Uma vida em câmera lenta é a melhor definição.
O biólogo Doris Abele, do Instituto Alfred Wegener, na Alemanha, declarou que o baixo consumo de oxigênio pode ser uma das explicações: “Quando um animal tem o metabolismo tão lento, normalmente isso significa que sua vida será muito longa. Mas, eu também acho que isso tem razão em seus genes”.
A vida longa do molusco terminou em 2006 quando os pesquisadores resolveram analisar sua estrutura interna. Eles lamentaram a morte de Ming, mas se defenderam: “Tenham em mente que nesta expedição, capturamos 200 bivalves. Milhares de amêijoas são colhidas dos oceanos todos os anos por pescadores e é inteiramente possível que eles já tenham capturado espécimes com idade igual ou muito mais avançada que a dele”, em nota oficial.
Apesar de Ming ter entrado para o Guinness Book of Records, suspeita-se que algumas criaturas marinhas como alguns tipos de vermes e esponjas, possam ultrapassar os 23 mil anos, mas nada ainda plenamente confirmado.
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Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / Bangor University

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