Mulheres na Venezuela estão morrendo por implantarem biopolímero nas nádegas | Jornal Ciência

Mulheres na Venezuela estão morrendo por implantarem biopolímero nas nádegas | Jornal Ciência
A busca pela beleza é mais antiga do que se pensa. É tão antiga quanto a necessidade de se relacionar com o outro. Há vestígios que relatam o uso de cosméticos ainda na pré-história. Sabe-se que as mulheres egipcias, no auge do império egípcio, eram as mulheres mais desejáveis do mundo, tendo cuidados com a pele,cabelo, unhas... sabiam como manter a beleza, mas as custas da higiene. Ao mesmo tempo que eram as mais desejáveis pela beleza (o uso de cosméticos a realçava), eram também as mais mal cheirosas, já que a maioria dos produtos usavam a amônia. Na verdade, usavam mais o estrume do camelo, depois de prensado. Sabe-se que,ao final do império, elas passaram a usar o sabão para amenizar o odor. Então, problemas com a necessidade de realçar a beleza sempre existiram. No presente momento problemas decorrentes de cirugias mal elaboradas, elaboradas com precoces, implantes de silicones mal feitos, cirurgias reparadoras que não reparam, ingestão de produtos que acabam por ocasionar falencia de órgãos, são coisas muito mais comuns do que se pensa.

Mulheres na Venezuela estão morrendo por implantarem biopolímero nas nádegas


Qual o preço da estética perfeita?
Mais de 40 mil mulheres no país já realizaram o procedimento de injetar uma substância gelatinosa formada por biopolímeros sintéticos em suas nádegas buscando o aumento no volume.
Diferentemente de um implante de silicone, a substância sintética acaba “vazando” do local onde foi injetado e começa a se espalhar, de forma incontrolável, por outros tecidos, levando à deformidades – muitas vezes irreversíveis – e à morte.
Na Venezuela, fazer uma cirurgia plástica é tão comum quanto ir a um dentista. Vários concursos de beleza acontecem por lá e isso estimula mulheres e homens em busca do corpo perfeito.

Paciente com enorme acúmulo de líquido após a retirada do polímero. Não existem garantias de total recuperação após o procedimento de retirada. Foto: Reprodução / MailOnLine
DailyMail ressaltou a história de uma mulher identificada apenas por Merces que sonhava em ter suas nádegas aumentadas e empinadas para ressuscitar seu casamento fracassado.
A cirurgia não foi bem sucedida e ela se arrepende do procedimento: “Dói tanto que não posso sentar mais que 5 minutos”, disse a senhora de 45 anos. Ela afirma estar envergonhada e por isso não forneceu seu sobrenome.

O biopolímero pode tornar-se esférico dentro do corpo. Foto: Reprodução / MailOnLine
A operação, que custa em torno de R$ 1.700,00 reais, está virando “febre” no país e causando dezenas de problemas médicos. Astrid de la Rosa, também realizou o procedimento. A substância começou a migrar para suas costas e quadris. Revoltada com a falta de apoio com as mulheres que passaram pelo mesmo problema, ela montou uma ONG para apoiá-las.
Ela afirma que mais de 15 mulheres já morreram por complicações devido ao gel aplicado. O governo da Venezuela proibiu o uso de materiais de enchimento semelhantes para fins estéticos.
Em vários casos, o polímero viaja pelo corpo podendo atingir o tórax. Dessa forma, ocorre uma limitação no ato de respirar, deixando a paciente com sensação de sufocamento.
A retirada do gel dos músculos das nádegas ou de outras partes do corpo pode custar até R$ 12.500,00 reais e ainda é considerada experimental pela Sociedade Venezuelana de Cirurgia Plástica porque, na verdade, não existe nenhuma garantia de melhora ou de recuperação completa.
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