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Câncer de Mama ainda é o que mais mata as mulheres

Mariana Mendes
  • Hype Science | Divulgação
    Câncer de Mama faz milhares de vítimas por ano no mundo
O câncer de mama ainda é o tipo da doença que mais mata as mulheres entre 35-54 anos em todo o mundo. A cada 10 mulheres diagnosticadas com esse tipo de câncer no Brasil, três morrem por conta da doença, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, órgão do Ministério de Saúde. Os homens também podem desenvolver a doença, no entanto, a incidência é baixa e atinge 1% dos casos.
Segundo pesquisa realizada pelo Instituto, em 2013, espera-se para o Brasil, 52.680 casos novos da doença, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Deste número, a estimativa é que 12.852 mil pacientes não devam resistir a doença, sendo 147 homens e 12.705 mulheres. Os dados são os mesmos estimados em 2012 pelo órgão.
Na Bahia, ainda segundo o Inca, são esperados 2.110 casos novos da patologia, sendo 810 em Salvador. E um dos principais motivos da alta taxa de mortalidade é o diagnóstico da doença em períodos já avançados.

Saiba mais

O médico oncologista e diretor médico do Instituto de Hematologia e Oncologia da Bahia (IHOBA), Alberto Nogueira, lembra que quanto antes for descoberta a doença, maiores são as chances de recuperação. "O ideal é fazer o diagnóstico na fase inicial da doença. Fazer o auto-exame de mama todos os meses, a ultrassonografia anual e a mamografia, para pacientes a partir dos 35 anos, são algumas formas de ficar atenta a doença", enumera.
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, estão o histórico familiar, responsável por 5-10% dos casos, a idade, a menstruação precoce, a menopausa tardia, o uso prolongado de anticoncepcional, a primeira gravidez depois dos 30 anos e também o fato de não ter filhos. A obesidade, a grande ingestão de gordura animal e o sedentarismo, além do tabagismo e da reposição hormonal também podem aumentar as chances de se desenvolver câncer de mama.
De acordo com o Programa Nacional de Controle de Câncer de Mama, do Inca, estima-se que com uma alimentação saudável, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama. "O bem estar físico e psicológico também ajudam a prevenir essa e outra doenças", diz Alberto Nogueira.
São alguns dos sintomas da doença: Mama mais dura que o normal; nódulo ou caroço interno, palpável e dolorido; assimetria das mamas; e saída de líquido pelo mamilo, entre outros.
Alberto Nogueira explica, no entanto, que o ideal é não esperar existirem os sintomas para se procurar um médico. "Quanto antes a doença for descoberta, melhor. Quando os sintomas aparecem, o câncer já tem grandes chances de estar em um nível mais avançado".
O aumento nos números de casos da doença também está relacionado com o envelhecimento da população, a redução na taxa de natalidade e o aumento na expectativa de vida.

Fator Genético
O fato de ter uma pessoa da família com câncer de mama, não significa que outra mulher da mesma família terá a doença. O histórico hereditário é responsável por 5-10% dos casos dos pacientes com a doença.
O câncer de mama hereditário é causado por mutações dos gens BRCA1 e BRCA2 de uma célula. E só quem desenvolve essas mutações corre o risco de desenvolver câncer. Neste caso, realizar exames de sequenciamento genético pode ajudar a prevenir a doença.
Pessoas com casos de câncer de mama na família podem realizar esses exames para identificar se há alguma mutação nos gens. Caso seja identificado um altíssimo risco potencial, a mastectomia (retirada dos seios) é uma alternativa de prevenção da doença. Ela reduz 87% de chance do desenvolvimento do câncer de mama. Outra alternativa menos radical é intensificar o acompanhamento médico e a realização dos exames.
Apesar da incidência por conta da herança genética não ser tão alta, o oncologista Alberto Nogueira diz que pessoas que possuem familiares com a doença devem ter uma atenção especial. "Quem tem histórico familiar deve ficar ainda mais atento. Pode fazer o exame e analisar se há mutações nos gens BRCA1 e BRCA2. É uma forma de prevenção ainda mais eficaz", diz.
Tratamento
O tratamento para um paciente de câncer de mama irá depender do estágio da doença, bem como das condições da paciente (idade, status menopausal, diagnóstico e preferências).
Quanto antes for diagnosticada a doença, maior o potencial curativo do tratamento. Há duas modalidades de tratamento do câncer de mama: local (cirurgia e radioterapia) e sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica, nova classe de medicamentos destinados ao tratamento de doenças autoimunes).

Conheça os níveis do Câncer de mama:

Níveis I e II - Pacientes que se encontram neste nível da doença têm chances maiores de sofrerem menos com a doença. Pela conduta habitual, segundo o Inca, o paciente passará por cirurgia, que pode ser conservadora, com retirada apenas do tumor; ou mastectomia, com retirada da mama. Após a cirurgia, em algumas situações, poderá ser indicado o tratamento complementar com radioterapia. Em casos de mastectomia, a reconstrução mamária deve ser considerada. A necessidade de tratamento sistêmico será determinada de acordo com o risco de recorrência (idade do paciente, comprometimento linfonodal, tamanho do tumor, grau de diferenciação).
Nível III - Pacientes com tumores maiores que os dos níveis I e II enquadram-se no grau III. Neste caso, o tratamento sistêmico (na maioria das vezes, com quimioterapia) é a modalidade de tratamento inicial. Após resposta adequada, segue-se com o tratamento local.
Nível IV - Nesta fase da doença, mais grave, o tratamento deverá buscar o equilíbrio entre a resposta tumoral e o possível prolongamento da vida do paciente, levando em consideração os potenciais efeitos colaterais decorrentes do tratamento. A modalidade principal usada nesses pacientes é sistêmica.

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