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Dia dos Professores é também dia de luto

Walmyr Jr.*
Dia dos Professores é também dia de luto
O tradicional dia 15 de outubro será marcado com um grande luto. Lembrado por ser o dia do professor, e ser um dia de celebração, a classe dos professores e educadores não veem motivos para. Diante de tanta opressão e tanto descasos os professores farão um grande ato nesta próxima terça feira.
Com o objetivo de reivindicar a mudança do plano de cargos, carreiras e salários para os professores da rede municipal de ensino, um ato público promovido SEPE está previsto para acontecer no próxima terça-feira (15 de outubro), às 17h. A passeata partirá da Igreja da Candelária, localizada no cruzamento entre a Rua Rio Branco e a Avenida Presidente Vargas. De lá vai ganhar curso para à Cinelândia de fronte para a Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro.    
Entre os principais pontos de discussão entre a Seeduc (Secretaria de Estado da Educação), a Secretaria Municipal de Educação e o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) está o aumento salarial para a categoria, a carga horária de funcionários administrativos e mudanças na distribuição das disciplinas.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, Maria do Rosário, esteve no Rio de Janeiro, na ultima quarta-feira (09), para uma série de encontros, inclusive com o secretário estadual de segurança, José Mariano Beltrame essa semana, para discutir a ação da Polícia Militar durante a manifestação de professores.
Fica para pensarmos sobre essa intervenção agressiva dos policiais. Com o uso indiscriminado das chamadas armas não letal, levantam um discurso de defesa do patrimônio público. Mas o patrimônio humano que somos todos nós ninguém quer defender? Não merecemos ser defendidos pela polícia? Não é a nós que eles devem proteger?
A retirada dos professores do plenário sem ordem judicial nos últimos acontecimentos, a detenção sob a alegação de resistência, desacato e formação de quadrilha por pessoas que não se conheciam, além da dificuldade encontrada pelas instituições durante as tentativas de mediação, são exemplos de uma ação ditatorial da Polícia Militar.
Neste próximo ato, devemos pautar o fim dessa cultura patriarcal. Que ao mesmo tempo que é machista, é homofóbica, racista e coronelista. Romper com esse sistema opressor é o único caminho para restabelecermos a democracia.
É completamente anacrônico usar-se uma legislação como a Lei de Segurança Nacional, que é de triste memória para o Brasil, que lembra o período da ditadura militar, que nos lembra do quanto sofremos por não ter liberdade para viver em paz.  Resgatar a Lei de Segurança Nacional em nada contribui, neste momento.
Se quisermos fortalecer a democracia, é preciso estar nas ruas para lutar por ela. É preciso restabelecer a dignidade da população carioca e fluminense.  E se preciso for vamos combater esse modelo de sociedade que nada contribui para a vivência plena da liberdade e da prática dos direitos humanos... Vamos encarar nosso dia com luto, mas também com coragem, ousadia e profetismo... Somos todos Professores!
* Walmyr Júnior é graduado em História pela PUC-RJ e representou a sociedade civil em encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ. 
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