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Vitamina D ajuda a combater doenças autoimunes

Joyce Rouvier | Equipe Nutrição & Boa Forma | Agência Estado
  • Saúde Total | Divulgação
    Gráfico mostra proporção de vitamina D em alimentos
A vitamina D contém receptores em vários tecidos como o cérebro, coração, pele, intestino, gônadas, próstata, seios, ossos e rins. Uma deficiência dessa vitamina pode levar à desordens autoimunes como diabetes mellitus tipo 1, esclerose múltipla, lupus sistêmico, síndrome do intestino irritável e artrite. Um artigo publicado na Brasilian Journal Rheumatology em 2010 demonstrou que a vitamina D parece regular o sistema de defesa e diminuir fatores pró-inflamatórios.
Sua deficiência também está associada à um maior risco de câncer de colon e próstata, doenças cardiovasculares e infecções. Essa deficiência pode vir de uma redução da capacidade física, menor exposição solar, polimorfismos nos genes VDR e efeito colateral de medicamentos. Doses excessivas de vitamina D podem levar a um aumento de cálcio sanguíneo o que pode ocasionar problemas cardiovasculares. A dose ideal irá variar de pessoa para pessoa e deve ser indicada por um nutricionista e/ou médico.
Segundo o estudo de Barker, 2012, publicado na Nutrition & Metabolism, a vitamina D regula as citocinas inflamatórias e a função muscular, especialmente em células imunes isoladas. A suplementação dessa vitamina modula a interleucina 5 que é essencial para a produção de eosinófilos, um dos responsáveis pelo sistema de defesa do organismo. A dose de vitamina D para melhora de força muscular depende de fatores como patologias associadas, idade e exposição solar.
O estudo também enfatiza a importância dessa vitamina contra infecções virais e bacterianas. Associado ao cálcio melhora a contração muscular e consequentemente a força e resistência. Mais estudos devem ser realizados para que esse fato seja comprovado e seja indicado as doses ideais.
Osteoporose
A vitamina D atua na absorção do cálcio intestinal e estimula a oestogênese (remodelação óssea) pelos osteoblastos. A associação de cálcio com vitamina D é primordial para a saúde óssea. Quando os níveis séricos de vitamina D caem, o paratormônio aumenta diminuindo a absorção do cálcio. No Brasil por ser um país com muito sol não deveria ter uma grande incidência de deficiência dessa vitamina, mas estudos realizados no sudoeste do país com idosos demonstrou que essa deficiência existe.
Estudo recente com mulheres brancas, bem nutridas, residentes da mesma região, dois anos após a menopausa, mostra que houve uma deficiência de 37,6% de vitamina D nesse grupo e, 82% de pacientes com níveis deficientes ou insuficientes. Muito parecido com o estudo da National Examination Survey onde essa deficiência estava em 30%.
Fotoproteção
Existem hipóteses que manter os níveis normais de vitamina D foi um fator primordial na evolução da perda de cor da pele, com a mudança dos homens da África para países com menor incidência solar. Alguns estudos demonstram que o uso do filtro solar protege contra o câncer de pele, mas inibe a síntese de vitamina D. Entretanto, atualmente é difícil chegar à uma conclusão definitiva da relação do protetor solar com os níveis de vitamina D.
Por exemplo, em estudo publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, pessoas de ambos os sexos e faixa etária ampla, com pele mais clara, residentes de São Paulo, no período de julho à agosto, com menor insolação, concluiu-se que houve sim uma queda nos níveis de vitamina D das pessoas que estavam com o protetor solar, mas não à ponto de levar à deficiência.
Os resultados ainda são inconclusivos visto que fatores como local, época do ano, patologias associadas e tipo de pele influenciam na produção de vitamina D e, portanto mais estudos devem ser realizados

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