A História e seus flashbacks

E a história se repetiu. 1964, o povo nas ruas na "Marcha pela família com Deus", 1985 e o povo exigindo "Diretas já", 1990 e o povo exigindo "fora Collor". Movimentos decisivos para trazer mudanças significativas nos rumos da nação brasileira.
Novamente, o povo nas ruas, exigindo mudanças. Como diz a música de Zé Ramalho, "povo marcado, povo feliz". Mas povo burro, passivo, ignorante, não!
Inicialmente, o governo tentou descaracterizar o movimento afirmando que seria apenas um grupo de desordeiros, ou um grupo de patricinhas e mauricinhos descontentes.
Caros governantes, vocês tem razão. Lá na passeata estavam patricinhas e mauricinhos. Os mesmos que vem sustentando essa nação e esse governo. Assim foi  nos 8 anos de Lula, e tem sido nos anos Dilma. E estamos cansados de trabalhar para sustentar seus desmandos. É essa classe média que paga por educação, mas acaba por colocar seus filhos em escolas particulares. É essa classe média que paga planos de saúde porque o governo é incapaz de prover medicina, hospitais e médicos com qualidade. É essa classe média que paga caríssimos seguros de vida e gasta fortunas com blindagem de seus carros, muros altos, alarmes e tudo o mais que pode para garantir seus parcos grãos de milho; os bens que arduamente amealhou na vida. Porque o governo é incapaz de garantir segurança ao cidadão comum.
É essa classe média que paga cada vez mais impostos, notadamente o de renda, ano após ano. E o governo não investe em educação, nem em saúde nem em segurança. Antes amplia a horda de cidadãos que são inseridos em planos assistencialistas. Sinceramente, não tenho nada contra os planos em si mesmos. Mas entendo que um homem e sua família não podem viver de assistencialismo, e sim do fruto do trabalho realizado dia a dia. Em algum momento da vida qualquer um de nós pode precisar desse assistencialismo, mas é inconcebível que um homem ou mulher de bem queiram ou possam viver, indefinidamente, dependente de uma bolsa qualquer que seja ela.
Aceitem o fato de o governo tem sido um dependente de renda do trabalhador. E é esse trabalhador que está indo às ruas dizer "não dá mais".
Não creio em partidos, ao menos não nesses que no Brasil há. Nenhum tem um plano, uma ideologia. Nenhum deles tem um projeto claro, conciso e firme para o desenvolvimento da nação. A verdade é que querem se manter no poder, como reizinhos apenas, e passar seus poderes e privilégios aos seus.
Por essa razão, essa classe que nas ruas se instalou, não aceitou bandeiras de partidos e agremiações político-partidárias. Coerência é necessário. Se bradamos que a classe política é oportunista e indigna de crédito, nada mais justo que colocar seus representantes para fora do movimento.
Queria ver esse movimento quando professores vão às ruas exigir o cumprimento de seus direitos. Salario e condições de trabalho. Precisamos, para nós e para nossos alunos. Para que a sociedade se desenvolva e tenha um futuro melhor.
Esse movimento não pode parar! As passagens de ônibus vão baixar de preço, mas precisamos ficar atentos e não aceitar que a nossa vida continue a mesma. Não podemos aceitar que nossas escolas, ruas, hospitais e todo o nosso cotidiano continue o mesmo.
Que cada um se conscientize de sua responsabilidade com o presente e com o futuro.

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