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Astrônomos acham estrelas que provam teoria da relatividade de Einstein
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Abril - Uma equipe internacional de astrônomos descobriu a estrela de nêutrons mais pesada já vista pelo homem, destaca artigo publicado nesta quinta-feira (25) pela Science. Com apenas 20 quilômetros de diâmetro, o pulsar PSR J0348+0432 chega a ser duas vezes mais massivo que o Sol, criando uma supergravidade em sua superfície: 300 bilhões de vezes mais intensa que a sentida na Terra. Esse peso pesado do Universo, que gira em torno de seu próprio eixo 25 vezes por segundo, vive com uma anã branca, que a orbita a cada duas horas e meia, em um exótico sistema binário de estrelas. Segundo o autor da pesquisa, John Antoniadis, do Instituto Max Planck, da Alemanha, esse pulsar "é também um excelente laboratório para a física fundamental", pois comprova a Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein, em que a gravidade é consequência da curvatura do espaço-tempo criada pela presença de objetos com muita matéria e energia ESO
Um raro par de estrelas, descoberto no observatório óptico de Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no norte do Chile, permitiu confirmar até agora a teoria da relatividade de Albert Einstein, informou esta quinta-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).


Uma equipe internacional de astrônomos descobriu "uma estrela de nêutrons, a mais maciça encontrada até agora, orbitada por uma anã-branca", uma estranha formação que permitiu comprovar a teoria da relatividade de Einstein, relatou o ESO em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.



"Até agora, as novas observações se encaixam exatamente nas previsões da relatividade geral e são inconsistentes com algumas teorias alternativas", acrescentou.



A estrela de nêutrons é um pulsar que emite ondas de rádio, captadas na Terra pelo potente telescópio Very Large Telescope (VLT) e outros radiotelescópios, o que permitiu investigar o par de estrelas e pôr à prova os limites da teoria física.



A teoria da relatividade geral de Einstein, que explica a gravidade como uma consequência da curvatura espaço-tempo, criada pela presença de massa e energia, passou em todas as provas desde que foi apresentada pela primeira vez há quase cem anos, destacou o comunicado.



"Nossas observações em rádio eram tão precisas que já pudemos medir uma mudança no período orbital de 8 milionésimos de segundo por ano, exatamente o que prevê a teoria de Einstein", afirmou o cientista português Paulo Freire, um dos astrônomos que participaram do estudo, publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.



Este pulsar tem apenas 20 km de tamanho e faz parte dos restos da explosão de uma supernova.



O VLT, poderoso instrumento de medição do comprimento de onda infravermelho, está localizado em Cerro Paranal, situado a 2.600 metros de altitude, perto da cidade de Antofagasta (1.360 km ao norte de Santiago). Ele é operado pelo ESO.



O ESO é a principal organização astronômica intergovernamental da Europa e o observatório astronômico mais produtivo do mundo.

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