Prometheu

Prometeu
Prometeu com o fogo divino
Você conhece a lenda do Titã Prometeu?
Essa lenda trata do gigante, que, por interceder junto aos deuses do Olimpo pelos homens, tornou-se amigo destes, e inimigo daqueles. Algumas lendas dão conta de que ele foi não apenas protetor, mas ajudando-os levou-os à evoluir até a forma que tem hoje, homo sapiens sapiens.
Segundo a lenda, Prometheus teria feiro o homem a partir do barro (semelhança com a história bíblica de Adão e Eva, ou mera coincidência?), e depois concedeu o fogo ao homem. Fogo, no sentido de conhecimento, instrução. É esse conhecimento que afasta os homens dos deuses, o que não os alegra em nada. Como castigo, Zeus manda que Prometheus seja atormentado de uma forma cruel e eterna. Seria acorrentado num monte e teria seu fígado devorado cotidianamente por uma águia. Este fígado se recompunha, o que daria ao Titã uma agonia eterna. Segundo a lenda, este tormento acabou quando Hércules, o semi-deus, filho de Zeus, soltou as amarras de Prometheus.
Para maiores informações, há várias páginas na internet que tratam e discutem esse tema, recomendo essas em particular.
A lenda de Prometheus precede a lenda de Pandora. Pandora é a figura feminina que foi enviada aos homens como "presente" dos deuses. Ela teria recebido uma caixa e junto com a caixa a observância de não abri-la. Naturalmente a curiosidade de Pandora fê-la abrir a caixa. Esta então espalhou todos os males pelo mundo. Mas, ao fecha-la, ficou presa a Esperança. De onde se diz, "resta a esperança".
Claro, como toda história, essa também possui muitas variantes.
Mas é dela que parte o filme homônimo Prometheus. O resumo do filme está numa das páginas que recomendamos abaixo:
O filme, dirigido por Ridley Scott pretende explicar a origem de um personagem "querido" do cinema: "Alien, o oitavo passageiro".
Ridley dirigiu ainda "Blade Runner, o caçador de androides , que é considerado um clássico do cinema. Filme que recomendo fortemente, pelas discussões que traz, sobre a vida, sua origem, seu destino, necessidade e objetivos. Esse filme traz cenas antológicas, como a do androide que morre sob a chuva após salvar a vida do policial que tentava mata-lo. Detalhe e que os androides desejavam apenas viver mais tempo, pois foram programados para viver o máximo de 4 anos. Há algumas discussões importantes sobre o valor e importância da vida: "a chama que brilha mais intensamente, se apaga na metade do tempo".
Recomendo fortemente que se assista esse filme, pelas implicações filosóficas, e que se leiam os muitos comentários sobre ele. Existem vários trabalhos acadêmicos sérios,  escritos  a partir desse filme, e valem a pena ser lidos e vistos.
Em Prometheus, Ridley tenta trazer a discussão sobre a origem do homem, e como nossas crenças pessoais nos influenciam, moldam e conduzem.
A história se passa na segunda metade do século XXI, onde dois pesquisadores descobrem figuras deixadas por vários grupos humanos, que, ao longo da história da humanidade não se conheceram, mas tiveram uma mesma mensagem a deixar. Seria um mapa, deixado por seres extra-terrestres. Ridley, tenta-nos induzir a crer que a vida tem origem extra-terrestre, como citado no Livro "Eram os deuses astronautas?", escrito por Erick Von Däniken.
O filme, ao tentar tratar de nossa origem, aborda um tema delicado. Em algum momento do filme, é perguntado a um dos pesquisadores o que ele perguntaria aos seus criadores. Este pergunta Porque vocês nos fizeram. Detalhe que é um androide que faz essa pergunta. Quando feita, ao mesmo pesquisador, este responde: "fizemos porque podíamos fazer". A resposta deixa o androide em desagrado, porque afinal retira qualquer import:ancia de sobre a criatura, e traz toda ela para sobre o criador. Se de fato fomos criados apenas para que a capacidade dos nossos criadores ficasse em evidência, de fato, nenhuma grande importância temos, e portanto, somos perfeitamente dispensáveis. Enquanto estivermos servindo aos que nos criaram, talvez sejamos nesse momento importantes a eles. De outra forma, para nada mais serviremos.
A busca na crença sobre deuses e nossa origem acompanha a humanidade.
Há eminentes cientistas e pensadores que creem em Deus, outros que não creem. Einstein,  pouco antes de morrer escreveu uma carta onde fala sobre sua crença pessoal. Nela, afirma que Deus é o resultado final de nossos medos mais profundos e nossas fraquezas.
Jesus nos chama a atenção para o crer... Em uma passagem bíblica ele ironiza a indisponibilidade que as pessoas, nós, temos para crer, independente das razões e dos fatos serem ou não coerentes. Ao falar sobre esse assunto ele diz "João veio comendo gafanhotos e mel, e por isso vocês afirmaram que ele tinha demônios. Mas o Filho do homem come e bebe naturalmente e vocês o chama de comilão e beberrão". Em outra passagem ele fala sobre os milagres que se fossem feitos em Sodoma e Gomorra, teriam salvo a cidade da destruição. Mas os mesmos feitos em Jerusalém não produziam efeito sobre as condutas das pessoas. "Uma geração perversa pede um sinal e nenhum sinal será dado, exceto o do profeta Jonas." Foi essa a resposta diante de uma multidão que pedia "Dá-nos um sinal e creremos em ti". Ao falar isso, Jesus deixa claro que crer antecede o ver. E que crer independe dos fatos exteriores, mas dos fatos interiores ao homem. Crê aquele que tem disposição para crer. Quem não tem, independente das "provas" que se possam produzir, o resultado sempre será a descrença.
Particularmente, julgo que são filmes e livros que enriquecem, por isso valem a pena ser lidos e vistos. Recomendo ainda mais um livro, escrito por outro Alemão Werner Keller, intitulado "E a Bíblia tinha razão"
Tive oportunidade de lê-lo na minha juventude, e é um livro excepcional. Esclarece muitas passagens bíblicas e  traz luz a grandes gargalos na crença de muitas pessoas.
O grande problema das crenças é que elas podem não ter qualquer fundamento, lógica, razão e apesar de fortemente enraizada no interior daquele que a detém.
Ainda tratando do filme Prometheus, há uma crise de valores e crençass instalada no filme. Quando uma das pesquisadoras discute com seu marido sobre a possibilidde de existência daqueles que ela chamou de "engenheiros" (porque afinal eles teriam feito o planejamento, montagem e criação dos humanos). Ao descobrir a existência dos engenheiros, a pergunta é "porque nos criaram?" "Para quê?" Confirmada o fato de que o DNA deles é igual ao DNA humano, a pergunta é "quem criou os criadores?"
Esse filme acaba brincando com algumas das questões mais antigas da humanidade: "de venho?", "para onde venho?", "quem me criou?"
A religião resolveu essa questão facilmente, com a introdução de Deus na questão. Um ser superior de grande capacidade e poder. Antigo, tecnologicamente e filosoficamente superior.
No início havia deidades para tudo, em algum momento da história, uma única deidade assume o controle dos céus e cá estamos.
Longe de mim qustionar a existência de Deus. Cosmogonia não é meu forte. Particularmente creio em sua existência e poder. Mas, com reservas ao que é-nos apresentado nas igrejas e religiões de modo geral.
No filme Presságio uma discussão envolve o sentido das coisas. Em determinado momento da trama, o professor pega um globo terrestre e discursa sobre a distância entre a Terra e o Sol, e como essa distância é suficiente para abrigar e garantir a vida no nosso planeta. E como essa distância seria tão bem calculada para essa finalidade. 
Bom, a ciência trata da origem da vida com um outro contexto. Com outras explicações. Logo de cara, acredita-se que a vida necessita de outro ser vivente anterior. E que o primeiro traço de vida teria urgido com a formação de pequenas moléculas chamadas de aminoácidos, no "caldo inicial" que havia por sobre o planeta. As condições bioquímicas, envolvendo luz, calor, energia seriam favoráveis à formação dessas moléculas, ou elas poderiam ter sido trazidas em meteoros para o planeta.
De qualquer sorte, esses seriam os precursores do que hoje chamamos "vida".
Dos seres mais primitivos aos seres mais complexos, aqui estamos nós discutindo como a vida surgiu no planeta e como se desenvolveu: por ação de uma mão poderosa chamada "acaso", ou outra mão poderosa chamada "Deus".
A minha opinião é que seja qual for das mãos que tenham agido, seria necessário obedecer a algumas regrinhas. Aleatórias? Nunca! Mas essa também é uma outra discussão para um outro momento. 
Sobre a origem da vida, segundo a ciência orientamos a que leiam os seguintes trabalhos:
http://www.scielo.br/pdf/ea/v21n59/a21v2159.pdf
http://www.scb.org.br/cienciadasorigens/15.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Origem_da_vida
http://www.pcnewsnetwork.com/uploads/2/7/6/8/2768685/a_origem_da_vida.pdf
http://www.biologia.ufrj.br/PDF_GENETICA/Origem%20da%20Vida.pdf
Percebo que em meio a todas essas sicussões, o objetivo é saber colocar-se. Quem somos nós, seres humanos dentro dessa caixinha chamada Universo? Que destino teremos nós, individualmente e enquanto espécie? Sobre isso aliás, há outros temas a serem tratados e devidamente discutidos, como os que são relativos ao calendário Maia, o Apocalipse, o Fim do mundo, o Armagedom... Se o começo é tema que dá pano-pra-manga, imagina o final então... Aproveita inclusive, porque segundo o calendário Maia, vai tudo pro beleléu em 21 de dezembro desse ano... fato que, se confirmado, impossibilita os fatos descritos no filme Prometheus. Mas levanta outra questãozinha básica: depois que o último ser humano sair desse planetinha azul, que acontecerá?

Agradeço aos que lerem esta postagem se deixarem uma opinião sobre a mesma, e se puderem recomenda-la aos amigos. Mui agradecido...





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