Beleza perigosa: identifique os tóxicos dos cosméticos - Consumidor Moderno


Você sabia que o uso de Cosméticos teve início entre os egípcios antigos, e que as suas mulheres eram consideradas as mais belas do mundo por essa época? Isso porque elas eram muito vaidosas quanto a aparencia e usavam de adornos metálicos belíssimos e chamativos, e muito cosmético. 

Não sem razão que os egípcios, ao falar de si mesmos, referiam-se como "filhos de Kam", portanto, moradores de Kheméia, de onde provavelmente veio a palavra Alkhimia, que daria na palavra Alquimia; que por fim formou a palavra Química. Logo, Química, é uma construção que data de muito tempo, tendo grande desenvolvimento no Egito Antigo, ainda que seu conhecimento tenha sido associado a religião, magia e superstição.

Na época em que esses conhecimentos começaram a ser estruturados, os moradores de Kham deram início às grandes construções que tornaram o Egito Antigo a nação mais poderosa do planeta. E para essas construções se levantarem era necessário muito conhecimento relativo à metalurgia para o preparo de armas e estruturas que pudessem erguer as pedras e carrega-las por longas distâncias, e que seriam usadas na construção de pontes, aquedutos, e toda a sorte de templos e prédios públicos. Foi, portanto, Nesse mesmo período que começou o domínio do ferro e de outros metais entre os egípcios, posto que outros povos (como os hititas) já o dominavam. 
Portanto, a ciência responsável pela transformação de metais, e das mulheres, tornando-as as mais belas e desejáveis é  a mesma ciência que envolve bilhões de dólares na formulação de cosméticos, remédios, pesticidas, plásticos, entre outros tipos de formulações químicas.
Quanto aos antigos, sabe-se que grande parte de sua ciência tinha grande eficiência. Os cabelos das mulheres eram conhecidos por sua maciez e por serem sedosos, o que se conseguia com o uso do "sal de Amon". Sal de Amon era obtido por um  método simples. Galpões imensos eram erguidos, e neles se acumulava coco de camelo. Alguns dias de material estocado, sob peso, o referido estrume liberava amônia (Amon e Amônia... percebe a semelhança?). A mesma substância (hidróxido de amônia) é usada hoje nos produtos de cabelo! Sabe-se que o produto não passava por certificação comercial como hoje em dia (a Anvisa ainda não havia feito licitações para contratação de profissionais especializados). E por isso, usavam uma pasta sobre os seus cabelos, que nada mais era que o próprio excremento do dito animal. Logo, as mulheres podiam ser muito belas, mas quanto ao cheiro... provavelmente deixavam a desejar.
A forma como as múmias atravessaram os séculos, revelando os traços e conservando a pele dos seus detentores, é a prova de que os antigos egípcios detinham grande conhecimento sobre conservação da pele. Provavelmente aplicavam bem esse conhecimento entre os vivos. Além disso, detinham formação também no uso de tintas sobre a pele.
Portanto, beleza é, em uma análise mais superficial, um dos motivos pelos quais a química se desenvolveu e se desenvolve até hoje, sendo um dos seus motores mais eficientes e rápidos.
Destacamos o texto abaixo, extraído de um jornal de grande circulação nacional, sobre o assunto. Vale a pena ler. Opine sobre o mesmo.


Beleza perigosa: identifique os tóxicos dos cosméticos

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Nas últimas duas décadas, o setor de cosméticos no Brasil cresceu aproximadamente 10 % ao ano, com mais de 1.700 empresas de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, dividindo espaço nas prateleiras das farmácias e drogarias para disputar a preferência do consumidor. Os cremes rejuvenescedores são um dos produtos mais procurados, até mesmo devido ao forte apelo que eles possuem, pois prometem cada vez mais benefícios e em pouco tempo.

Em contrapartida da grande variedade de produtos e promessas, o consumidor pode ficar confuso e não saber escolher o melhor produto. É aí que mora o perigo. Para a Dra. Anelise H. Leite Taleb, Farmacêutica e Consultora Técnica da TAVE, Farmácia de Manipulação, muitos desses produtos podem conter ingredientes potencialmente perigosos para a saúde, cientificamente comprovados. "São ativos que, quando em contato diário com o corpo, podem provocar desde irritações e alergias cutâneas, até mesmo doenças mais graves, como o câncer", alerta Anelise.

Um das maneiras para tentar fugir dessa enxurrada de ativos noviços à saúde é conhecer um pouco desses ingredientes e optar pela prescrição, quer dizer, produto manipulado e personalizado. "No manipulado, é possível inserir ativos naturais e seguros, fugindo da composição padrão dos industrializados. Além disso, o manipulado oferece outros benefícios. Numa mesma fórmula, por exemplo, pode-se tratar dois ou mais problemas como, por exemplo, envelhecimento, desidratação e manchas", lembra a farmacêutica.

Veja a seguir, alguns dos ingredientes mais perigosos:

Conservantes Liberadores de Formol


Muitos cosméticos utilizam na formulação algum tipo de conservante que libera formol na pele. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, Hungria, e publicado no periódico "Experimental Dermatology", em maio de 2004, revelou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. Para a segurança do consumidor, é bom observar cuidadosamente os rótulos, procurando as seguintes substâncias: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.

Óleo Mineral e Outros Derivados do Petróleo
Os óleos minerais estão presentes na maioria dos produtos cosméticos, devido a sua propriedade emoliente, ou seja, hidratante para a pele. Entretanto, estudos recentes vêm associando esses componentes ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Isso é devido à presença de um composto chamado 1,4-dioxano, uma substância cancerígena, como relata estudos publicados nos periódicos "American Journal of Industrial Medicine" (Departamento de Epidemiologia, Escola de Saúde Pública, Los Angeles, CA outubro de 2005), "Contact Dermatitis" (Departamento de Dermatologia, Nagoya City University Medical School, Japão, abril de 1989) e "Regulatory Toxicology and Pharmacology" (outubro de 2003). Procure no rótulo palavras como: paraffin oil e mineral oil.

Parabenos
Um estudo realizado na Universidade de Reading, Reino Unido, e publicado em janeiro de 2004 no Journal of Applied Toxicology, os parabenos apresentam propriedades estrogênicas, ou seja, se comportam como se fossem um hormônio feminino: o estrógeno. O mercado possui conservantes naturais ou mais modernos que demonstraram segurança, permitindo aos formuladores o desenvolvimento de produtos mais seguros. Os parabenos em produtos cosméticos destinados à aplicação na área axilar (como desodorantes, por exemplo) devem ser reavaliados, pois estudos recentes levantaram a hipótese de que o seu uso nessa região pode estar associado ao aumento da incidência de câncer de mama, o que foi confirmado em teste realizado recentemente. Os parabenos podem ser identificados nas formulações dos cosméticos e desodorantes com diversas nomenclaturas: Parabens, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben e Butylparaben.


Propilenoglicol: Risco de alergias



O propilenoglicol é um produto utilizado como diluente de outras substâncias, usado em uma ampla variedade de cosméticos. O perigo no seu uso está ligado aos problemas de pele como alergias e irritações. Um estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, Alemanha, e publicado no periódico "Contact Dermatitis", em novembro de 2005, confirmou o potencial sensibilizante (potencial para causar alergias) do propilenoglicol, confirmado também pelo Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, Japão, e publicado no periódico "International Journal of Dermatology", também em 2005. Para saber se o seu produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique a palavra propylene glycol no rótulo da embalagem.


Ureia

Um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos é a ureia, tanto pela sua eficácia, quanto pelo seu baixo preço. Mas vale lembrar que a ureia é proibida para mulheres grávidas, pois a ureia penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação, ocasionando graves consequências ao bebê. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que todas as vezes que um produto tiver na sua composição ureia em dosagens maiores que 3%, ele deve conter no rótulo o seguinte alerta: "Não Utilizar Durante a Gravidez". A ANVISA ainda resolveu proibir a fabricação de cosméticos que contenham em sua composição mais de 10% de ureia.

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