Anvisa proíbe substância utilizada na fabricação de agrotóxico e veneno de rato – Ideias Verdes


Anvisa proíbe substância utilizada na fabricação de agrotóxico e veneno de rato

Lydia Cintra 7 de novembro de 2012
aldicarbe, princípio ativo utilizado na fabricação clandestina do popular “chumbinho”, usado como veneno para matar ratos, foi banido do mercado brasileiro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A substância compõe o Temik 150, agrotóxico fabricado pela Bayer e considerado o mais tóxico já registrado no país – autorizado até o mês passado para culturas de batata, café, cana-de-açúcar e citros.
Considerando que o Brasil caminha a passos lentos na questão dos agrotóxicos, a notícias é boa. Não à toa, o aldicarbe é restrito na Europa desde 2003. Por aqui, antes tarde do que nunca.
O problema da fabricação ilegal de chumbinho acontece a partir de uma rede quedesvia venenos agrícolas do campo para os grandes centros, onde são fracionados, diluídos e revendidos no comércio ilegal, inclusive “às escondidas” em casas agrícolas.
Segundo a Anvisa, os agricultores cadastrados para manipular o Temik 150 passavam por um treinamento com técnicos agrônomos e também eram conscientizados sobre os problemas gerados pelo desvio do produto aos centros urbanos.
Intoxicação
Dados da Avisa mostram que o aldicarbe é responsável por quase 60% dos oito mil casos de intoxicação relacionados ao chumbinho no Brasil, todos os anos. Só no RJ, são estimados 900 a 1500 casos de intoxicação anual, com cerca de 100 mortes evitáveis.

Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho ocorrem em menos de uma hora após a ingestão e os principais sinais clínicos são: náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores e taquicardia.
Proibição
Em 2006, a Anvisa já havia reavaliado a toxilogia do aldicarbe em nota técnica em que faz uma série de recomendações e sugere medidas restritivas ao uso do princípio ativo no agrotóxico Temik 150.

No texto, a Agência diz que reavaliar o uso do aldicarbe é necessário “dentro de um  contexto  de  uso  irregular  e indiscriminado no país como raticida, como agente abortivo, bem como em tentativas de homicídio e de suicídio, acarretando um grave problema de saúde pública, de amplitude nacional,  dada  a  facilidade  que  se  tem  a  seu  acesso, particularmente  nos  centros urbanos”.
A princípio, o produto foi proibido em várias culturas, o número de revendas autorizadas do Temik 150 caiu de 200 para 34 e apenas Bahia, Minas Gerais e São Paulo possuíam autorização para a compra do agrotóxico, que é fabricado nos EUA.
No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no Diário Oficial da União o cancelamento do registro do Temik 150 e a Bayer se comprometeu a recolher qualquer sobra do produto em posse de agricultores.
Com isso, passa a ser proibida a produção, comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe no Brasil.
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