Wagner: voador, perdulário e incompetente | Triste Bahia


Wagner: voador, perdulário e incompetente

O governo petista de Jaques Wagner na Bahia é um dos mais mal avaliados do país, a ponto do seu candidato a prefeito, deputado Nelson Pelegrino, evitar, sempre que possível, a companhia do governador na atual campanha e chegar até a tirar a imagem dele dos seus cartazes de propaganda eleitoral. Mas se é um administrador de segunda categoria, em uma coisa pelo menos Wagner é imbatível: voar de helicóptero.
Sem paciência para enfrentar os monumentais engarrafamentos que separam o Palácio de Ondina do prédio da Governadoria, no Centro Administrativo, o governador Jaques Wagner só faz esse percurso de helicóptero, absolutamente todos os dias. Ele tem mais horas de voo do que qualquer urubu. O detalhe é que cada ida e volta sua ao trabalho – admitindo-se que ele trabalhe – custa aos cofres do estado cerca de R$ 5 mil reais por dia.
Somente no seu segundo governo, de janeiro de 2011 até agora, os deslocamentos aéreos de Jaques Wagner consumiram em torno de R$ 50 milhões das combalidas finanças da Bahia, incluindo aí o valor do helicóptero, os gastos de manutenção e as viagens propriamente ditas. Somente em combustível, já foram gastos R$ 20 milhões. Cumpre ressaltar que o helicóptero tem no prefixo, consta que por sua exigência, as iniciais GJW, de Governador Jaques Wagner.
Sobre essa questão do prefixo, o governador Jaques Wagner tinha dito que a escolha havia sido da empresa fabricante, a Helibrás, que se apressou em esclarecer que submete os prefixos “à análise dos clientes, que indicam a combinação de seu interesse”. Outro ponto a lembrar é que o helicóptero foi adquirido pelo Governo do Estado em 2010, por R$ 13,6 milhões, ou seja, exatos R$ 361 mil a mais que modelo similar comprado pelo governo de São Paulo. O governo da Bahia explicou, na época, que isso ocorreu por causa de itens e serviços diferenciados no helicóptero baiano, como o treinamento para quatro pilotos e equipe de manutenção. Claro que a explicação não convenceu muita gente. Por que São Paulo não precisou disso?
Mas, há considerações de outra ordem a serem levadas em conta, entre as quais a de que com o dinheiro gasto nas idas e vindas de helicóptero do governador da Bahia já teria sido possível concluir a primeira etapa, de ridículos seis quilômetros, do metrô de Salvador, cujas obras se arrastam há 11 anos. O cálculo é do prefeito João Henrique, que recentemente afirmou que com R$ 40 milhões colocaria o metrô em funcionamento.
Hoje, o governo baiano gasta cerca de R$ 80 mil por mês para guardar os vagões do metrô, que ficam enfurnados num galpão da Estação Aduaneira do Interior, no Centro Industrial de Aratu. A incompetência e o desleixo da Prefeitura e do Governo do Estado são tamanhos que os gastos com a guarda dos vagões já ultrapassam R$ 1,1 milhão. As seis composições do metrô chegaram à Bahia entre novembro de 2008 e janeiro de 2009.
Enquanto o governador voa de helicóptero para cima e para baixo e gasta os tubos para guardar trens de um metrô que não funcionou até agora e talvez não funcione nunca, o desastroso governo da Bahia nada investiu em mobilidade urbana em Salvador, que vai receber a Copa do Mundo de 2014 com a pior estrutura de transporte público entre todas as capitais brasileiras que sediarão grupos da competição.
Há mais de um ano Wagner anunciou que construiria um VLT (veículo leve sobre trilhos) na Avenida Paralela, conectado ao metrô e que iria pelo menos do aeroporto ao estádio da Fonte Nova, além de concluir a linha 1 do metrô até a estação de Pirajá. Como sempre, faltou com a palavra e não foi capaz sequer de licitar o sistema, quanto mais de dar início às obras.
É essa a Bahia de Jaques Wagner e do seu candidato Nelson Pelegrino. É essa a Bahia do PT.

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