Temos cada vez menos dentes e o cérebro mais pequeno


Temos cada vez menos dentes e o cérebro mais pequeno

Evolução leva ser humano a adaptar-se e fazer uso dos seus recursos

2012-10-09


Evolução fará descendentes fisicamente diferentes de nós
Evolução fará descendentes fisicamente diferentes de nós
Uma equipa de especialistas da Universidade de Cambridge“prediz” que os nossos descendentes serão fisicamente diferentes, mais altos e com cérebros mais pequenos, dentro de mil anos. Devido a alterações no tipo de alimentação e à medicina o ser humano irá crescer gradualmente e as nossas extremidades (mãos e dedos) serão mais compridas.

Os investigadores consideram que se deve às novas tecnologias e ao facto de estarmos sempre a teclar e a digitar. Os nossos dedos vão se desenvolvendo para reduzir a necessidade de chegar mais longe e as terminações nervosas também tendem a crescer devido ao uso frequente de dispositivos electrónicos, como os iPhones, que necessitam de coordenação mão/ olho. Os pediatras referem que já se notam os dedos mais compridos em crianças que nasceram nos últimos tempos, comparativamente aos nossos antepassados.

Já Darwin explicou que a selecção natural é um processo pelo qual características hereditárias que contribuem para a sobrevivência e reprodução se tornam mais comuns numa população, enquanto características prejudiciais tornam-se mais raras. Isto ocorre porque indivíduos com características vantajosas tem mais sucesso na reprodução, de modo que mais indivíduos na próxima geração herdam estas características.


O antropólogo Chris Stringer, do natural History Museum, em Londres, explica que o nosso cérebro encolheu ao longo dos tempos porque não memorizamos tanto como os nossos antepassados, atendendo que os computadores e a internet nos permitem pesquisar tudo em segundos.



Outra das previsões é o facto de termos menos dentes. Aliás, alguns indivíduos da nova geração já não têm dentes do siso, por exemplo, segundo notaram diferentes dentistas. A comida é mais mole e necessitamos de mastigar com menos intensidade.



Os investigadores explicam que o declínio foi acontecendo ao longo dos últimos 10 mil anos e“culpam” a agricultura, e a nutrição mais restritas; a urbanização, que compromete a saúde e facilita a possibilidade de as doenças se espalharem pela população.



A teoria emergiu a partir de estudos realizados em seres humanos fossilizados encontrados na África, Europa e na Ásia. Segundo Marta Lahr, uma das autoras e especialista em evolução humana, o cérebro masculino de há 20 mil anos media 1,5 decímetros cúbicos, o do homem moderno tem em média agora 1,35 decímetros cúbicos – uma redução equivalente a uma bola de ténis. O cérebro feminino foi encolhendo nas mesmas proporções. “Não significa que sejamos menos inteligentes – adaptamo-nos de forma a fazer o melhor uso dos nossos recursos”, referiu.

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