Senador João Durval pede retorno da educação continuada dos professores



Senador João Durval pede retorno da educação continuada dos professores

Publicada em 18/10/2012 18:35:04
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador João Durval (PDT-BA)
Senador João Durval (PDT-BA)
O senador João Durval (PDT-BA) defendeu, também, a ampliação dos investimentos públicos no setor. Para ele, a docência deve se tornar uma opção profissional atraente, com prestígio e bem remunerada.
– Ser professor não pode se tornar um mero sacerdócio, uma escolha pessoal e cheia de sacrifícios, destinada apenas a uns poucos vocacionados – afirmou.
Em pronunciamento no Plenário, nesta quinta-feira (18), o senador aproveitou a semana de comemorações pelo Dia do Professor e ressaltou a importância da educação para a formação de cidadãos e para a compreensão do mundo.
João Durval relembrou as mudanças iniciadas a partir de 1930 com a criação do Ministério da Educação, pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954).
Ele destacou também o manifesto de intelectuais como Cecília Meireles (1901-1964), Anísio Teixeira (1900-1971), Lourenço Filho (1897-1970) e Fernando de Azevedo (1894-1974) com propostas avançadas para a realidade da época, como a escola obrigatória, gratuita, laica e não discriminatória.
Futuro
Para o parlamentar, é preciso que as carreiras vinculadas à educação atraiam os melhores quadros para o bem das futuras gerações.
– A globalização e o ambiente internacional apontam que o conhecimento determinará o sucesso dos indivíduos, das empresas e dos países – reiterou.
João Durval citou avanços como o projeto que destinará até 10% do PIB para a educação em 10 anos e o aumento das vagas nos cursos profissionalizantes do ensino médio. No entanto, ele ressaltou a importância do investimento no curso de magistério e não só no ensino técnico.
O senador destacou que disciplinas como pedagogia e filosofia, ministradas nas antigas escolas normais, fazem falta atualmente na qualificação de mestres para creches e ensino fundamental. Para ele, é preciso agregar a qualidade de conteúdo à universalização do ensino porque muitos estudantes brasileiros ainda apresentam deficiência na leitura e na escrita. Iniciativas que, segundo ele, se reverterão em desenvolvimento econômico e refinamento espiritual da sociedade.
– Todo professor deve ser um educador. O professor poderá ser lembrado no futuro, mas o educador será inesquecível em qualquer tempo – concluiu. 

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