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28/07/2012 06h17 - Atualizado em 09/10/2012 19h11

Magistério ainda é a área que oferece 



mais oportunidades para professores

Mas as condições de trabalho e os baixos salários afastam os profissionais das salas de aula, diz diretora da Faculdade de Educação da UFRJ

Ana Monteiro Diretora Faculdade de Educação da UFRJ (Foto: Divulgação)
Ana Monteiro, diretora da Faculdade de Educação
da UFRJ (Foto: Divulgação)
De acordo com o Censo Escolar 2010, o Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na Educação Básica pública e privada, isso incluindo creche, pré-escola, Ensino Fundamental e Médio, educação profissional, especial e de jovens e adultos. Nas salas de aula, atendendo a esse enorme contingente, estão cerca de 2 milhões de professores. Para a professora Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro, diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o magistério ainda é o campo que mais oferece oportunidade de trabalho para os docentes, mas as condições oferecidas nem sempre são atraentes para os profissionais com experiência e mesmo os futuros professores: de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas em 2009, apenas 2% dos jovens querem cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura.


“Mercado de trabalho existe e está aberto para receber novos professores, mas os baixos salários fazem com que muitos procurem outros caminhos, como a carreira acadêmica. Faltam professores de disciplinas básicas como Química, Física, Matemática e Biologia, mas a formação dessas áreas é muito árdua para a remuneração que a escola pública oferece”, ressalta.



O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Para compensar o baixo salário, muitos profissionais trabalham em várias escolas, o que compromete a qualidade do ensino, alerta a diretora: “Existe uma precarização do trabalho. Quando um professor dá 50 horas de aula, não tem tempo de ensinar com qualidade. O ideal é que ele fique em apenas um colégio".



O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou em fevereiro de 2011 a realização de processo seletivo simplificado para 3.591 vagas de professores temporários. A contratação é para atender à demanda do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). De acordo com a portaria, poderão ser contratados profissionais previamente selecionados em processo seletivo simplificado realizado anteriormente. O prazo de duração dos contratos deverá ser de um ano, com possibilidade de prorrogação até o limite máximo de dois anos.



Ana destaca outras áreas, fora das escolas e universidades, onde os professores podem encontrar oportunidades de trabalho. “Quem fez Matemática pode trabalhar em escritórios de contabilidade. Já quem é formado em História pode dar consultoria para filmes, novelas, ou trabalhar em arquivos. Os profissionais de Letras encontram vagas em editoras de livros e como revisores de textos. Os geógrafos podem trabalhar no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo. Mas vejo que o magistério ainda é área que oferece mais vagas. A demanda nas instituições de ensino é enorme e deve ser preenchida. Temos mais de 50 milhões de alunos precisando de professores”, completa.

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