O problema da automedicação



25/10/2012 12h05 - Atualizado em 25/10/2012 13h05

Automedicação pode esconder 

sintomas de doenças mais sérias

Tomar remédios sem orientação médica traz problemas a longo prazo.
Enquete revela que 61% tomam analgésicos sem consultar profissional.

Do G1, em São Paulo
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Se sempre que uma pessoa sente dor de cabeça, toma um analgésico, e, assim que tem prisão de ventre busca logo um laxante, pode ter efeitos a longo prazo.
Outros medicamentos vendidos nas farmácias sem receita médica também representam um alívio rápido a vários problemas, como dor muscular, cólica, inchaço e inflamações, mas podem ser perigosos quando usados de forma indiscriminada e contínua.
Segundo o farmacêutico Tarcísio Palhano e o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui, há interações entre remédios e também com alimentos que podem fazer mal, diminuindo ou até anulando o efeito de determinados princípios ativos.
Os especialistas destacaram outros riscos e consequências da automedicação, como mascarar um problema mais grave por trás daquele sintoma. Uma enquete feita no site do Bem Estar revela que 61% das pessoas tomam analgésicos sem consultar um profissional; 17% usam anti-inflamatórios por conta própria, 12% consomem relaxantes musculares, 3% ingerem laxantes e apenas 7% não costumam fazer isso.
Uma pesquisa feita pelo Ibope a pedido da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), e divulgada no ano passado, mostra que o principal meio de orientação que as pessoas buscam para saber mais sobre questões de saúde é o médico (87%), em consultórios, postos de saúde e hospitais.
A compra de remédios pela internet, segundo o levantamento, ainda é pequena: 3%. Barracas e camelôs são responsáveis por 6%, e as farmácias pelo restante.
Os convidados também alertaram que os analgésicos, além de ter um efeito rebote e aumentar a incidência de dor de cabeça a longo prazo, podem alterar a coagulação do sangue, causar gastrite, sangramento, diarreia, vômito e náuseas.
Já os diuréticos, que levam a pessoa a fazer mais xixi, fazem a pessoa perder muita água e sais minerais importantes para o corpo, como potássio, cálcio, magnésio e sódio. No caso de uso frequente de laxantes, a mucosa do intestino pode sofrer alterações, como uma irritação e inflamação crônica.
Usados principalmente contra dor nas costas e após exercícios físicos intensos, os relaxantes musculares, por sua vez, podem provocar fraqueza nas fibras e limitar as funções dos músculos. Isso porque esse tipo de medicamento atua no corpo todo, desde o coração até o intestino – e não só nos membros ou nas partes que doem.
Os anti-inflamatórios agem em processos de inflamação, como uma dor de garganta. Podem, porém, irritar a mucosa do intestino e causar gastrite, úlcera, diarreia, náuseas e vômito. Alguns, como a aspirina (ácido acetilsalicílico), podem atrasar o processo de coagulação sanguínea e até dar uma hemorragia. Além disso, podem provocar asma, febre, urticária e rinite em indivíduos propensos.
No caso de anti-inflamatórios esteroides, conhecidos como corticoides, devem ser usados apenas para tratar problemas graves, como asma. Eles podem interferir na distribuição de gordura pelo organismo, causando celulite e estrias, dar úlcera e engordar.
Viva mais leve
A Rosineide, de Fortaleza, continua com dificuldade para emagrecer. Assim como acontece com várias pessoas que tentam perder peso, ela está descobrindo problemas de saúde que aparentemente não têm a ver com a comida, mas que podem fazer diferença no estado psicológico.
Rosineide contou que tem convulsões e passou por uma tomografia computadorizada. Há quatro anos, ela foi atingida na cabeça, de raspão, por uma bala perdida. Depois de 11 dias internada, a recifense continua com um pedaço do projétil alojado.
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