Mais velho sobrevivente de Auschwitz morre aos 108 anos - Jornal O Globo

Mais velho sobrevivente de Auschwitz morre aos 108 anos - Jornal O Globo
Chama-me a atenção que um professor desafiou o sistema. Sempre professores... O sistema, nesse caso, foi representado pelo governo Nazista. O partido Nazi, do povo alemão. O partido que representa, ideologicamente, o mesmo que o PT brasileiro representa. Assusta-nos a semelhança com que esse projeto se instala no Brasil. Durante a guerra, foram alemães contra poloneses. Aqui são brasileiros, contra brasileiros. Vide, na Bahia, os 115 dias em greve promovido pelos professores estaduais, e na esfera federal, os quase 3 meses dos professores das universidades federais e institutos de educação. Triste, triste, triste.
Me pergunto se não é a propósito o alinhamento político entre o líder político do Irã e Lula, assim como o alinhamento entre este último e vários líderes da América Latina, polêmicos e danosos, que tem mesma prática: o cerceamento das instituições de ensino e educação com objetivo de permanecer no poder indefinidamente.
Tratam do povo, como os Imperadores romanos: a pretexto de cuidar dos interesses do povo, mantinham-se no poder afastando ou formando aliados sob forte intimidação e vigilância. A história se repete. Nada há novo sob o sol.
Precisamos de professores que se levantem contra o sistema novamente. Esse professor citado no texto, foi um herói. Sobreviveu ao governo e à ideologia alemãs, ao sofrimento dos campos de concentração, ao esquecimento, ao tempo. Viveu 108 anos. Não foi pouco! Imortal em sua postura


Mais velho sobrevivente de Auschwitz morre aos 108 anos

Professor foi preso por desafiar nazistas ao dar aulas a crianças polonesas

COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
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Em foto de 1979, um sobrevivente visita o campo de Auschwitz
Foto: AP/HORST FAAS
Em foto de 1979, um sobrevivente visita o campo de Auschwitz
AP/HORST FAAS
WARSAW, Polônia - O mais velho sobrevivente de Auschwitz, o ex-professor Antoni Dobrowolski, morreu neste domingo na cidade de Debno, no nordeste da Polônia, aos 108 anos, segundo funcionários do Museu de Auschwitz-Birkenau. Dobrowolski foi preso e enviado ao campo de concentração em 1942 por dar aulas a crianças polonesas durante a ocupação nazista. Ele foi solto em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial.
Após a invasão da Polônia, em 1939, o governo alemão determinou que cada cidadão do país só teria direito a quatro anos de educação elementar. A medida era uma maneira de enfraquecer a cultura polonesa e a inteligência do país. Professores como Dobrowolski desafiaram a regra e passaram a lecionar clandestinamente.
- Auschwitz era pior que o inferno de Dante - declarou o sobrevivente em um vídeo feito há cinco anos.
Dobrowolski passou ainda pelos campos de Gross-Rosen e Sachsenhausen, de onde foi libertado em 1945. O professor se mudou então para Debno, onde deu aulas de polonês e dirigiu escolas elementares e médias. Ele será enterrado na próxima quarta-feira.
Cerca de 1,1 milhão de pessoas foram mortas em Auschwitz, a maioria judeus. De acordo com o museu do campo, também foram levados para o local poloneses não judeus, ciganos, prisioneiros de guerra e membros da resistência.



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