31 de Outubro. Dia de... quê?

Saudações, nobre amigos.
Vi essa semana varias mensagens no Facebook tratando do dia 31 de Outubro. Uma falando que 31 de outubro é dia do Saci, outras falando que é dias das bruxas, outras enaltecendo o dia em que Martinho Lutero iniciou, oficialmente o Protestantismo e há quem lembre de nosso poeta querido, Drummond.
Afinal, que temos a comemorar hoje? Ou quem? Ou o quê?
Eu julgo que comemorar não pede motivo, pede iniciativa. Creio que, segundo o conhecimento que temos podemos comemorar tudo isso e muito mais.
Mas, se conhecimento é de que precisamos, devemos adquiri-lo e em doses fartas. Nunca é demais.
Martinho Lutero
Começo falando sobre Lutero, e suas 95 teses. Há muita informação útil na internet, e inútil também, sobre o assunto. Mas recomendo a leitura de algumas páginas que trarão luz e entendimento ao assunto.
entre elas:

Creio que todas as páginas acima são muito esclarecedoras. Acredito, entretanto, que Lutero estaria muito incomodado com o que hoje se vê. Sou evangélico por formação e por opção. Mas não me sinto atraído por igreja alguma hoje em dia. E longe de criticar qualquer delas, antes, critico-me e às minhas condutas primeiro. Por isso mesmo, não sou membro de qualquer delas, embora também não pretenda colocar qualquer de minhas teses sobre a porta de qualquer igreja. Assumo, que a fé em Jesus Cristo e a santificação obtidas por meio da crescente convivência com o Mestre são essenciais, para todo cristão. 
Creio no sacrifício dEle como único meio para se chegar à salvação pessoal. Salvação de si mesmo, desse mundo e dos enganos a que somos conduzidos cotidianamente.
Falando do Saci, bom ele nos conduz as nossas próprias histórias. Às mitologias do nosso povo. Nossa gente. Há quem afirme que o Saci aparece nas lendas indígenas inicialmente, e vem como um ser maléfico. Outros dão conta de que na verdade ele não é um ser maléfico, antes uma criatura que gosta de brincadeiras, e que torna algumas delas inconsequentes. Se pensarmos bem, é muito daquilo que nós brasileiros, de modo geral somos. Inconsequentes! Fazemos, falamos e pensamos, não raro, sem pensar nas consequências dos nossos atos. e Talvez por isso mesmo, ele seja tão popular entre nós.
Quem popularizou o personagem foi Monteiro Lobato com o livro Caçadas de Pedrinho, e O Saci. Neles o  Saci torna-se o melhor amigo do menino Pedro, neto de D. Benta. Alguns livros de Monteiro Lobato seguem adiante.

Capa do livro Caçadas de Pedrinho
Capa do livro O Saci
Nos últimos tempos, tem-se levantado críticas aos livros de Monteiro Lobato, e o autor tem sido acusado de racismo e por isso suas obras tem sido excluídas das recomendações junto ao MEC. Fala-se também em apologia ao Nazismo e Fascismo, que seriam as ideologias adotadas por Monteiro Lobato. Esquecem os críticos que, o próprio governo brasileiro, em Getúlio Vargas, tinha uma perniciosa e ambígua relação com a política nos anos de 35 - 45 do século XX. Se por um lado o governo mantinha relações de comércio com americanos, por outro lado, alinhava-se política e ideologicamente com os países do Eixo. Não tivessem esses levantado seus canhões contra navios brasileiros, desarmados em águas nacionais e cheios de pessoas que nada tinham a ver com a guerra, provavelmente o governo não teria se alinhado aos Aliados. Se a guerra não durou mais tempo foi apenas porque os "pobres" alemães encontravam-se sem recursos para absolutamente nada. Combustíveis, alimentos, munição... tudo estava em falta nos momentos finais da guerra para os alemães e isto os fez capitularem diante do inimigo. Se o governo brasileiro tivesse se alinhado com eles, provavelmente a Argentina e Paraguai teria feito o mesmo e a Guerra poderia ter ido outro desfecho.
Bom, essa é outra discussão, na verdade.
O interessante é que Saci, Cuca, Boi-tatá, e outros personagens de nossa cultura, são oriundos da cultura indígena. Cultura esta que pouco conhecemos e menos ainda valorizamos. Os índios são parte integrante do povo brasileiro, mas aparentemente nós os excluímos de nós. Vemos pessoas vestindo camisetas com dizeres "100% negro", mas não vemos ninguém com blusas fazendo mesma afirmação sobre sua porção indígena. De forma semelhante, temos movimentos que tratam dos interesses dos negros e coisas semelhantes. Nada temos sobre os índios. Ou pouco ouvimos falar sobre eles. Aliás, há coisas complicadas na relação que temos com eles. Precisamos manter sua cultura, suas terras, sua forma de viver. Mas sempre que essa cultura afeta a sua sobrevivência eles correm atrás da cultura que desprezam, e vem-nos pedir ajuda.
De forma semelhante, é justificado o infanticídio entre eles, por questões culturais. Mas com isso esquecemos que a Lei ampara brasileiros, independente do lugar onde nasceram. Se em meio índio ou não índio. São brasileiros que estão, ou deveriam estar, debaixo da proteção da lei.
No dia 31 de outubro, temos a oportunidade de pensar um pouco mais sobre eles, nossa relação com eles e a importância que eles tem na nossa formação.   Não apenas em nomes, alimentos, mas na nossa forma de ser, agir, crer, relacionar-nos com outros, e conosco mesmos.
Carlos Drummond
Mas dia 31 de outubro também é dia de lembrar de Carlos Drummond de Andrade.
Poeta, nascido nas Minas Gerais, em Itabira, esse  brasileiro revolucionou nossa forma de escrever  e "poetar".
Identifico-me com vários de seus poemas: José, e "os ombros suportam o mundo".
Recomendo as páginas acima. 
Sobre o "famigerado" dia das bruxas... bom aí há muito a garimpar na net.
Aparentemente o dia surgiu como festa do dia dos mortos entre os povos Celtas.
Na passagem do seu ano novo, tinham esse dia. Entre os católicos, o dia 01 de Novembro é o dia de todos os santos... alias, Hallowen, seria, segundo alguns estudiosos, a junção da expressão All Hallow Even que significa Noite de todos os santos...
É uma festa muito comemorada pelos povos de língua inglesa. No Brasil há uns dez, ou quinze anos essa festa vem ganhando força no gosto popular. Começou como festa nas escolas, promovidas pelos professores da língua inglesa como forma de estimular os estudantes a procurar novas formas de se exprimir e identificação com a cultura desses povos. Aos poucos vem caindo no gosto popular.
Sobre essa festa e seus vários significados, recomendamos as páginas:



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