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Trabalho afeta educação, diz diretor de 



escola no Ceará com baixo Ideb


Escola de Aquiraz teve índice 1.3 no último Ideb, divulgado nesta terça (14).
Diretor diz que na cidade muitas crianças trabalham e deixam de estudar.


André Teixeira
Do G1 CE
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O diretor da escola estadual de ensino médio Osvaldo Studart, Alexandre Herculando, afirma que o trabalho infantil e a situação econômica da maior parte das famílias dos alunos do colégio afeta a capacidade de aprendizagem e o rendimentos dos alunos. 
A última série do ensino fundamental da escola Osvaldo Studart teve avaliação 1.3 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta terça-feira (14). A avaliação é a mais baixa do estado para a série e deixou a escola na posição de número 30.808, de um total de 30.842 escolas citadas no último Ideb.
"A questão socioeconômica é imperativa. A maior parte dos nossos alunos são filhos de pescadores ou de caseiros humildes, que tem de trabalhar e competir com os estudos", diz o diretor da escola. O colégio fica em Aquiraz, no litoral do Ceará, cidade que tem como principal atividade a pesca, segundo o IBGE.
Segundo o diretor, a escola elabora um levantamento de quantos alunos estudam e trabalham. Com base no levantamento, os coordenadores e diretores pretendem fazer uma campanha educativa combatendo o trabalho infantil - de pessoas com menos de 15 anos. A campanha, segundo Alexandre Herculando, deve combater a evasão escolar e fazer com que alunos foquem no estudo, em detrimento do trabalho ilegal.
A escola Osvaldo Studart tem 373 alunos matriculados em 2012, divididos em 10 turmas; uma turma do nono ano, três turmas do 1º, 2º e 3º anos. Outro problema que o diretor cita é que alunos chegam às turmas do ensino médio "já com baixa capacidade de aprendizagem".
"O aluno chega com déficit de aprendizagem, vem com uma gama deficiente e não consegue nem decodificar uma leitura básica. Se não for feito um trabalho decente já no ensino fundamental, o aluno se transforma num aluno funcional, aquele que é aprovado, tem o diploma, mas não consegue fazer um Enem ou entrar no Prouni", diz o diretor.
Desde de julho de 2009, a unidade trabalha com a meta de melhorar em 10% o nível de educação dos alunos, avaliado por um método desenvolvido pela própria escola. Para atingir a meta, o diretor diz que recebeu recursos do governo do estado. Segundo Herculando, a meta de redução da evasão escolar foi alcançada. Conforme o Ideb, entre 2009 e 2011, o índice da escola caiu de 3.8 para 1.3.

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