Folha de S.Paulo - Tec - Ultrabooks têm que cumprir exigências para entrar na categoria; testamos sete modelos - 06/08/2012

As inovações tecnológicas me surpreendem e me assustam. Me assusta que boa parte delas acaba gerando apenas mais lixo, consumo e problemas ambientais.
Um exemplo é a evolução dos aparelhos de som e imagem: começamos com a fita cassete, que foi susbtituída pelo CD, que convive com o DVD, e agora será substituída pelo Blue Ray. Onde foram parar os antigos filmes em cassete? E os aparelhos? E o que vai ocorrer com as toneladas de plásticos dos CDs, DVDs e mesmo com os aparelhos? Essa mesma tecnologia que nos atrai e nos surpreende, acaba gerando o incomodo de uma obrigatória atualização nos equipamentos, e como disse antes, lixo. Não quero dizer com isso que precisamos ficar estagnados usando aparelhos antigos. Não consigo me imaginar usando um gramofone, por exemplo. E adoraria ter uma TV de 50 polegadas de LCD. Mas que nossos padrões de consumo precisam ser revistos, sim, precisam. Em meio a essas uma mudança nos notebooks começa a surgir. É o assunto do texto a seguir.
Folha de S.Paulo - Tec - Ultrabooks têm que cumprir exigências para entrar na categoria; testamos sete modelos - 06/08/2012

Ultrabooks têm que cumprir exigências para entrar na categoria; testamos sete modelos

BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Se você ainda não consegue distinguir palavras como notebook e netbook, prepare-se. Há mais uma categoria de computadores pessoais para confundir: os ultrabooks.
Anunciados há um ano pela Intel, essas máquinas são uma tentativa da fabricante de emular no universo Windows a experiência de sucesso da Apple com o MacBook Air, lançado em 2008.
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Assim, o que a gigante dos processadores tem em mente são notebooks com medidas reduzidas, design chamativo, acabamento de primeira e processadores velozes.
Em outras palavras, são máquinas bonitas que não sacrificam a performance pela mobilidade.
"Vemos os ultrabooks como uma categoria entre os notebooks e os tablets", diz Cássio Tietê, diretor de estratégia e novos negócios da Intel Brasil.
Para deixar os dispositivos magrinhos, os fabricantes adotaram algumas medidas. A tecnologia de armazenamento de dados foi substituída --sai o HDD (drive de disco rígido) e entra o SSD (drive de estado sólido), mais leve.
Leitores de CD e DVD foram limados, e portas USB reduzidas em número.
Materiais mais leves, como o alumínio, e telas enxutas (de modo geral, entre 11 e 13 polegadas) completam o regime.
A Intel, porém, não considera notebooks com as características acima como ultrabooks. A empresa tem outros requerimentos para abençoar uma máquina com o nome.
O primeiro deles é usar processadores da linha Core --de preferência os da família mais atual. A bateria deve durar pelo menos cinco horas, e a máquina deve voltar do estado de hibernação em, no máximo, sete segundos.
Aparelhos com telas de até 13,3 polegadas devem ter espessura máxima de 1,8 cm. Acima disso, o número cresce para 2,1 cm.
Não há menções a peso, tamanho máximo de tela ou presença/ausência de leitores e portas (com a exceção de uma entrada USB 3.0). O SSD também não é obrigatório.
Os outros requerimentos envolvem a presença de três programas de segurança da Intel.
Se atenderem às exigências, máquinas enormes e pesadas podem chegar ao mercado com o selo de ultrabook.
Já o MacBook Air, que inspirou a categoria, não recebe a bênção. Motivo: ignora os tais programas de segurança.

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