2012


2012
Um filme pastelão, mas bem interessante. Percebo que uma das tônicas do filme é tratar da necessidade de se fazer escolhas difíceis diante de um problema sobre o qual não se tem qualquer controle.
O presidente americano passa por esse dilema, o louco do parque nacional também. Aliás, no filme todos tem uma escolha a fazer, e com dificuldades.
Mas fora isso, os eventos são bem improv´veis de ocorrer, enquanto causa natural, inda mais na magnitude descrita pelo filme. É certo que a natureza tem seus mecanismos de controle. Mas provavelmente um evento com tamanha magnitude não ocorreria no planeta.
Manchas solares ocorrem, expelem lava e neutrinos. Mas daí os eventos em cadeia, é mais irreal. De forma idêntica, provavelmente governo algum teria recursos e criar estruturas de segurança como as criadas no filme.
Durante os anos da chamada Guerra Fria havia o medo de uma guerra nuclear que traria, entre outras consequências, problemas climáticos, ambientais e geológicos descritos no filme. Filmes como “O dia seguinte”, “Dr Fantástico” retratam bem essa preocupação. Na atualidade cremos que os mesmos problemas virão, mas hoje, em decorrência não mais da guerra, e sim dos problemas criados pelo aquecimento global. Esse fato é retratado em vários filmes.
De qualquer sorte, penso que o cinema tenta retratar essa destruição em massa causada por eventos de ordem incontrolável, para que pensemos sobre os eventos que podemos controlar. Eu posso escolher comprar menos, desperdiçar menos, andar menos de carro. Essas são escolhas que feitas numa escala global acabam influenciando a vida de todos. Por que de uma forma ou outra agetam o clima e suas dinâmicas.
Logo, minha escolha, seja qual for, acaba influenciando a todos. Pensem nos moradores das ihas no Pacífico que em alguns anos perderão suas casas, porque suas ilhas serão submersas. E o churrasco que resolvo comer com certa fartura, de alguma forma influencia no desequilíbrio climático. De forma idêntica, a nossa busca por computadores novos, equipamentos mais novos e rápidos, carros novos... e tudo que escolhemos.
Me ocorre que se as arcas descritas no filme fossem feitas no Brasil provavelmente nos conduziriam a um desastre. Primeiro, tentariam fazer licitações sem fim, e apósuma empresa vencer a licitação, o custo da obra iria triplicar, e no meio do prazo uma cpi seria aberta para investigar os desvios de verba. Por fim, com o prazo estourado, iriam descobrir que o material usado na fabricação não iria atender a demanda de fabricação, o que iria levar todos os usuários à  morte.
Se pensarmos bem, algo mais oumenos parecido com o que ora ocorre com a Copa. Primeiro o metro sairia em 20111, depois 2012... agora há quem diga que somente em 2016... mas esse já outro comentário.

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