Uma confissão sobre mim: Drummond e sua mensagem poética


Alguém duvida, ainda do poder das palavras? Elas, realmente podem mudar tudo. Tenho aprendido isso nos meus, agora, 40 anos de existência. Nesses últimos dois meses, tenho sentido mais de perto o poder e a influência que elas tem.

Eu não sou muito bom com a escrita - na verdade, sou bem ruim. E sei reconhecer uma boa escrita quando vejo uma. Considerando a importância que as palavras possuem na vida das pessoas, e na forma como elas devem chegar aos nossos ouvidos, externos e internos; um dia, talvez eu faça alguma faculdade na área de letras, jornalismo, ou algo do tipo.
No dia em que saí do Hospital, no mes passado, no dia 21 de maio, eu tive a oportunidade de passar, rapidamente na Perini, e comprei um pequeno mimo para mim. Apenas para fugir da comida do Hospital; o que havia sido uma das propostas iniciais que eu havia feito a mim mesmo. Na ocasião, comprei um pãozinho e no pacote veio gravado o Pema de Drummond que segue abaixo. Desde esse dia, pouco tenho usado o micro, pouco tenho passado na internet, e por isso ainda não havia postado.
Mas achei de uma beleza tão grande, que julguei uma mensagem inspiradora como essa deveria ser mais divulgada. Particularmente, tomei como uma mensagem dirigida para mim. De alguma forma, os céus informam: a vida não precisa ser como é, pode, deve e vai melhorar. No tempo certo, quando o coração se acalmar, quando os sentimentos e pensamentos se organizarem. Mesmo que seja depois de passar quase 30 dias internado, e a morte ter chegado perto o bastante para se sentir o cheiro dela.
Ouvi algumas vezes que eu tinha o dom da palavra. Nunca acreditei nisso. Mas agora começo a pensar nisso com mais seriedade. E gostaria muito de usa-las de uma forma que melhorasse a vida das pessoas.
Precisamos de mais esperança, quando não pudermos realizar mais: precisamos de fé, quando as obras das mãos e do coração não puderem ser realizadas com a atenção e afinco que precisarem.
Uma coisa sempre disse aos meus alunos, e agora, com mais força, faço valer essa palavra: "Tudo o que vier às tuas mãos para faze-lo, faze-o da melhor maneira que puder ser feito". Isso é obrigação de todo homem de bem sobre a Terra. independente de religião, crença pessoal, gênero, cor de pele...
Todos temos obrigação de ser e fazer o melhor.
Tentando usar uma palavra de estímulo e inspiração, passo essa para vocês. Forte abraço a todos.



Carlos Drummond de Andrade

Drummond morreu no dia 17 de agosto de 1987 no Rio de Janeiro

fonte | A A A
O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, nascido em Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, em 31 de outubro de 1902, morreu no dia 17 de agosto do ano de 1987.
Durante seus 85 anos de vida, chegou a se formar em Farmácia e em Odontologia. Seu primeiro livro, Alguma Poesia, foi publicado em 1930, em edição de 500 exemplares paga pelo próprio escritor, sob o selo imaginário Edições Pindorama.
Drummond ingressou no serviço público em Belo Horizonte, na Secretaria de Educação, com Francisco Campos, de quem era amigo. No Rio de Janeiro, foi chefe de gabinete de Francisco Campos quando este foi nomeado ministro da Educação e Saúde Pública — Drummond permaneceu no ministério até 1945.
Nessa época, ao deixar o cargo, passou a editar o Imprensa Popular, diário comunista recém-lançado, a convite de Luís Carlos Prestes — que conheceu por meio de Francisco Campos quando este advogava para Prestes. Mais tarde deixaria de exercer a função devido a diferenças ideológicas.
Atuou no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954, colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
A obra do influente escritor mineiro tem como características a ironia aos costumes e à sociedade, a sátira, e o tempo como um tema constante: muitas vezes ele demonstra tristeza pelo passado e assombração diante do futuro. Ele não escreveu apenas poesia, mas prosa também, e teve textos seus traduzidos para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Em contrapartida, Drummond traduziu Balzac, Marcel Proust, García Lorca, François Mauriac e Molière.
O aniversário de 80 anos do prestigiado poeta, comemorado em 1982, foi homenageado com exposições na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e cartazes que foram espalhados pela cidade. Os principais jornais do Brasil publicaram suplementos comemorando a data. Nessa ocasião, ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foi lançada a edição mexicana de sua obra Poemas, e publicado A lição do amigo – Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade, com notas do destinatário.
Em 1987, ano de sua morte, Drummond escreveu seu último poema, Elegia a um tucano morto, que passou a integrar Farewell, último livro que ele organizou. Foi homenageado pela escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira, com o samba-enredo No reino das palavras, vencedor do Carnaval de 87.
O escritor morreu em função de problemas cardíacos doze dias depois de sua filha, Maria Julieta, que foi vítima de um câncer. Deixou obras inéditas: O avesso das coisas (aforismos), Moça deitada na gramaO amor natural (poemas eróticos), Viola de bolso III (Poesia errante), hoje publicados pela Record; Arte em exposição (versos sobre obras de arte), Farewell, além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondências e um texto para um espetáculo musical.
Retirado de Opinião e Notícia

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