AULÃO DO 3º ANO Por Professora Eliana Santos Andrade


Recebi e-mail de colega, dando ciência desse fato. O e-mail está colocado na íntegra, inclusive com os erros de português típicos de quem escreve nas condições que apessoa escreve.
Já passei por semelhante situação em outras épocas. E digo para a professora que isso que ela passou tem nome; chama-se assédio moral. É crime no Brasil, mas um crime dificil de se configurar e provar. 
Esse comportamento é muito comum entre os prepostos do Governo. Não sei exatamente o porquê, mas toda vez que um profissional é convocado a trabalhar para o adminstrativo ele começa a ter surtos de grandeza e começa a verticalizar sua relação com os colegas. Esse comportamento eu já vi. 
Relato apenas uma pequena experiência. Trabalhei num colégio da cidade baixa, e uma vez duas alunas resolveram se pegar em sala de aula. Procurei o funcionário para me auxiliar, ordenei às alunas para que se respeitassem, ao professor e aos colegas. Estes, faziam apostas, alunos de outras turmas vieram à porta. nenhum funcionário apareceu. Do lugar onde estava gritei nocorredor para que algum funcionário aparece. Por sdrem duas alunas de pele bem branquinha, evitei tocar nelas, até para que ninguém afirmasse o que depois foi afirmado: que o professor agrediu as alunas. Sai da sala para pedir ajuda, indo à sala da direção, mas lá nem vice e nem diretor se encontravam. Voltei para a sala, e os alunos estavam dispersos.
Tentei chamar à ordem, acabou o horário, e por ser o último, simplesmente os alunos saíram. Ao final do horário, procurei a coordenação, ninguém encontrei. Dia seguinte, havia uma queixa feita por vários alunos onde se aformava que o professor estimulou a briga, saiu da sala abandonando os alunos, e que o professor organizou as apostas entre os alunos para ver quem ganharia a briga.
Fui devolvido para a SEC dias depois, e um funcionário que lá não se encontra mais, usou desse documento para, grosseiramente, afirmar que uma sobrinha dele usava de comentários a meu respeito nas festas familiares e que foi citado por essa aluna desse comportamento de minha parte. A fala dessa sobrinha tinha mais valor e importância que a fala do professor, colega, que ali estava em frente a ele. Curioso é que diante de situações como essas, nós é que nos sentimos vergonha, medo, constrangimento... nos calamos e deixamos sempre essas pessoas falar, nos acusar, nos achincalhar. Nos maltratar, porque não nos inserimos nesse contexto demoníaco.
Estou em Licença médica, mas meu salário também está em corte. E daqui há poucos dias terei de retornar à sala de aula, não porque esteja bem, mas porque não consigo passar por um médico para que este ateste que não posso voltar para a sala de aula.
Enfim, so posso dizer, força colega.


Por Professora Eliana Santos Andrade

(COMPARTILHADO NO FACEBOOK POR MARIVALDO CERQUEIRA EM 28/06/2012 ÀS 12:45)

COMPANHEIROS,ALUNOS E AMIGOS- ESTOU VIVENDO UM PESADELO!!!!!

na manhã do dia 26/06(terça-feira) quando acordei e sai de casa pra trabalhar, nem imaginava que teria um dos piores dias da minha vida!!! Sou prof. com 20hs de REDA e 20hs efetiva em estágio probatório no Estado, fui uma das "convocadas" a dar aulas no projeto emergencial do governo de retorno às aulas do 3º ano e tive como outros colegas, que começar a dar estas aulas no dia 25(segunda-feira) no Colégio Davi Mendes. Fiz até o relato da minha experiência deste primeiro dia de funcionamento do projeto e postei aqui no face, como forma de desabafo. No 2º dia, 26, pela manhã, após sair da segunda turma, por volta das 10hs da manhã, estava na sala dos professores junto com outros colegas de várias disciplinas, quando entrou uma senhora a serviço da SEC, que estava "fiscalizando" as escolas pólos, e perguntou qual disciplina cada um ali ensinava...eu e outra colega respondemos História. Fomos então "convidadas" as duas a sair com esta pessoa pra ter uma conversa a parte...simplismente eu e minha colega não sabíamos do que se tratava, mas a acompanhamos. chegando na sala , vazia, ela fechou a porta e começou a nos fazer perguntas: se havíamos recebido o "material" da matéria pra dar aula e se estávamos dando aulas...quando eu tentei explicar, sem maldade, que havia estado com alunos que não conhecia e então estava tendo uma conversa prévia com eles, fui interrompida, com estupidez e esta senhora começou a me dizer vários absurdos, de forma bem grossa, e em alguns momentos até aos berros...
Me falou que os alunos foram até ela me "denunciar" que eu não estava dando aulas e que estava falando sobre a greve na sala... começou a "salientar" de que eu havia sido convocada, que estava ali pra trabalhar e não fazer greve ou falar disso com os alunos... frisou que sabia que eu era reda e probatório e de que minha situação era frágil, que eu tinha que fazer o trabalho para o qual eu fui designada...
num certo momento, pedi a palavra , pra me explicar, contra-argumentar. falei , já começando a ficar abalada emocionalmente, que eu não estava entendendo o porque daquela abordagem, falei que estava me sentindo constragida e desrespeitada, tentei falar mais, porém, ela não deixou....
Mais uma vez, me interrompeu, aos berros, fazendo pouco caso do fato de eu já estar chorando (eu já me encontava depreciva naquele dia), disse que não havia contrangimento nenhum, que eu não estava ali obrigada, e que se eu estava descontente, fosse embora e arcasse com as consequências...usou de um discursso bem ameaçador, de que ou eu trabalhava ou teria consequencias...
tentei ainda argumentar, mas, a pessoa se levantou e lembro-me bem que sua última fala foi que sabia dos meus dados profissionais (numeros de metricula) e de que eu ia ver... estou resumindo a "conversa", mas foi longa...
ela se foi, segundo o pessoal da escola pediu meus dados e levou com ela, dando claras intenções de me prejudicar...permaneci na sala aos prantos, sem acreditar no que havia acabado de passar, eu já estava abalada emocionalmente havia dias, por conta desta tensão da greve, etc, até desabafei isto aqui no face várias vezes, mas este episódio foi a gota que faltava pra desencadear em mim uma forte crise emocional. fiquei cerca de meia hora na sala , na mesma posição, chorando compulsoriamente, lamentando o dia que me tornei professora, toda a dedicação que tive pra isso, sou licenciada, especialista e mestra, pra ao final de tudo, já não bastasse tudo que já havia acontecido com a categoria até aquele momento, eu ainda ser vítma de constragimento, abuso de poder e ameaça de perder meu emprego, os dois cadastros. não tenho "costas quentes", não tenho outra fonte de renda, estou tentando me estabilizar na vida pessoal e profissional, mas este (contando com o trato dado pelo governo à categoria), foi um golpe duro demais!!! Não há uma palavra pra definr o que foi isso... me senti "um lixo" como pessoa e como profissional, me senti nos porões da ditadura, sendo interrogada e coagida... me senti num campo de concentração, sob a "máxima" de ou trabalha ou "morre" (lembrando que muitos morreram mesmo trabalhando), enfim, não sei mesmo descrever com precisão O QUE FOI / O QUE É ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A EDUCAÇÃO, NAS ESCOLA PÓLOS DESTE PROJETO E COM MEUS COMPANHEIROS ESPALHADOS POR AÍ ,AINDA TRABALHANDO NESTAS CONDIÇÕES!!!
parece que eu fui escolhida pra ser "bode espiatório", deste sistema, ou quem sabe, exemplo do que está ocorrendo nos bastidores desta solução do governo...
depois que tomei conhecimento de que a mesma pessoa já havia "aprontado" outras coisas na escola, antes de falar comigo, o sindicato tomou conhecimento disto e do meu caso, me ofereceram suporte e orientação jurídica, fui levada a prestar queixa, contra o constragimento sofrido e tentar tomar precauções contra a possivel exoneração, retaliações, etc.neste mesmo dia, acabei dando entrevista pra duas emissoras de tv, eu não queria me expor, mas não teve jeito...terminei o dia na emergência de uma clinica na pituba, onde fui receitada com remédio tarja preta e obtive atestado para não trabalhar nos próximos dias, dado o meu estado físico e emocional.
de terça pra cá, quase não tenho dormido, tenho tido dias de angustia e de incerteza, sobre o hoje e o amanhã... minha mãe ficou horrorizada, em estado de choque, quando contei. muitos me dizem que eu fiz errado, que eu deveria ter me calado diante do constragimento, acatado as "ordens" , não ter tentado argumentar e voltar pra sala, pra não sofrer consequencias... outros me dizem que fui corajosa, mas a partir de agora eu terei consequencias...
o que eu sei é que como pessoa e como profissional de História, não posso me calar diante das injustiças, de meus opressores, não posso, e não fiz, mesmo sabendo que sofreria as consequências, achar isso normal, abaixar a cabeça e voltar à sala de aula naquele momento soluçando de chorar!!! minha natureza jamais deixaria isso!!!
POR FAVOR COLEGAS DE ENSINO, ALUNOS E AMIGOS, DIVULGUEM MEU TEXTO, EU NÃO SEI O QUE ME ACONTECERÁ, EU NÃO SOU MELHOR DO QUE NINGUÉM, MAS QUERO QUE MINHA HISTÓRIA SIRVA DE EXEMPLO DE LUTA, DE RESISTÊNCIA E COM FÉ EM DEUS, DE SUPERAÇÃO!!!! OBRIGADO PELO APOIO QUE TENHO RECEBIDO.

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