Agradecimentos e pedidos de desculpas

Estive relutando em fazer essa postagem, me perguntando se ela realmente seria necessária e se valia pena.
A gente nunca sabe o real alcance de nossas ações e palavras. Ao longo dos meus 39 anos, nos últimos 30, tenho tomado cuidado com minhas palavras e ações. Embora saiba, que apesar disso, nem sempre consegui usar das palavras mais doces, gentis e sensatas, ou mesmo das ações mais corretas e coerentes.
Mas, com consciência e temor, sobretudo a Deus, busquei uma vida correta.
Para alguns que talvez duvidem, eu tenho formação evangélica e prezo-a. Muito, mas muito mesmo.
Sei que alguns dos meus alunos julgam, inadevertidamente, que sou ateu, o que é absolutamente incorreto. Acreditam alguns que zombo de suas crenças, o que também não corresponde a verdade. De fato, se há uma coisa que por demais prezo é a diversidade. Deus mesmo fala disso quando afirma que tendo muitos espíritos, resolveu unir duas pessoas em um só. Vejam: ele tem muitos espíritos...
Deus é misericordioso com nossas crenças. E, talvez pelo fascínio que tenho pelo estudo da História da Humanidade, eu aprendi que o nosso maior atraso enquanto espécie se deu pela forma estúpida com que lidamos com nossas diferenças. O fato de uns serem pretos, outros brancos, uns machos, outros fêmeas, uns altos, outros baixos, uns do sul outros não do sul, uns velhos outros jovens... em lugar de nos aproximar pelas diferenças, inacreditavelmente nos separou.
Pena! E fizemos das crenças individuais, barreiras instransponíveis para nós e nossos filhos.
Não quer me delongar sobre esse assunto em particular, mas quero afirmar categoricamente que não sou ateu, e não comundo de idéias separatistas.  Alguns dos meus mais próximos a que chamos amigos, são praticantes de espiritismo. Outros são praticantes de candomblé. E mesmo assim os respeito e sou respeitado por eles. Torço muito para que um dia eles tenham a mesma oportunidade que tive ainda infante de conhecer a Cristo e se fazer seu seguidor.
Curioso que nunca fui segregado por eles. Tenho sido, há anos, pelos que comungam da mesma opinião que eu. Pena...
Voltando ao alcance de nossas ações, essa semana fiz uma delcaração em um post que me tem causado grandes problemas.
Eu sei do alcance que a internet tem, mas isso, por si apenas não justifica o ocorrido.
Fiz um comentário sobre uma série de sentimentos, fortes e deprimentes, que me invadiam a alma. Fruto de sentimentos aprisionados há muito tempo, de situações dolorosas e amargas. Falei de coisas que percebo não deveria ter dito.
Uma colega do CPM me perguntou se eu conheço um professor Lúcio de História, que tomou 12 comprimidos para morrer... curioso, a professora ouviu isso de um aluno e me fez a pergunta sem saber que eu sou o professor Lúcio... ainda que de Química!
Um aluno me perguntou se eu ia mesmo matar todos os alunos da escola... justo eu que tanto prezo a vida, venha ela na forma que vier.
Assassinos são aqueles que levam adiante falas das quais pouco ou nada sabem, e matam um profissional, um pai, um marido, um homem, um ser humano, apenas com o poder de suas línguas.
Eu escrevi, fazendo uso de um direito constitucional que tenho. Mas quem tem o direito de julgar minhas falas, e ações, fora aqueles postos por Deus para tal. Em que Lei está dito ser crime alguém ficar deprimido, triste e, perdendo a perspectiva correta das coisas, desejar a própria morte?
Vejo homens bíblicos desejando-a também, pedindo-a a Deus, como o caso de Elias e de Davi.
Tenho algo a dizer sobre isso: o coração até pode desejar, mas a cabeça ainda determina o que deve, ou não ser feito. E assim o será por muito tempo.
De qualquer sorte, lembrei em meio a esses tumulto, de umafábula, onde um grupo de hienas tentando matar um leão, se aproximam ameaçadoramente do felino, mas nunca chegam suficientemente perto de suas garras. O leão, pacientemente senta, e filosofa... "Estes estúpidos me são úteis: nunca poderia julgar que minha carne fosse boa para se comer".
Me senti importante essa semana! É, irônicamente importante. Soube de pais que foram à escola procurando o comando para tratar do professor-assassino...
Senhores, um certo filósofo, pouco relatado por nossa mídia, mas de grande importância para o país, afirmou que "Quem ensina, não tem ódio". Pensamento do qual sou profundo seguidor.
Lamento que os senhores pais tenham saído de seus lares para tratar de tão perturbardor assunto. Sem irônias. Falo sério.
Por favor, dêem um desconto para mim... desde Dezembro venho trabalhando duro, não tive férias esse ano, exceto por uma única semana. E tenho trablahado por demais. Inclusive nos horários em que deveria descansar, como agora mesmo. Lendo, escrevendo, pesquisando, corrigindo avaliações, preparando aula... tudo para benefício dos seus filhos. Para que não chegue nas aulas despreparado e sem ter nada coerente e útil para dizer. Me atualizando.
Alguém dirá, irônicamente que isso faz parte do trabalho do professor. É certo! Então, tal pessoa deve saber o quanto isso cansa. E que lidar com muitos estudantes desgasta fisicamente, emocionalmente e mentalmente.
Além disso, venho tomando medicamentos que causam alguns problemas, tenho perdido peso, dormido pouco, me alimentado mal... tudo isso resulta em prejuízos para os sentimentos e para a mente, além do físico.
Mais uma vez, peço aos pais desculpas pelas apreensões causadas. Não foi essa a minha intenção. Quando os senhores tiverem de ir à escola, espero que seja para algo menos desgastante.
Tudo isso foi um infeliz mal intendido.
MAS AGRADEÇO A UMA MÃE, QUE GENTILMENTE ME ENVIOU UM COMENTÁRIO FALANDO SOBRE O GOSTO QUE SEU FILHO TEM POR MINHAS AULAS. Agradeço, porque a senhora foi a única voz gentil, e verdadeiramente cristã, no meio desse tumulto. Espero que seu filho seja, mesmo, ouvinte atento das aulas e que nelas tenha proveito.
Essa semana, como dizia no texto anterior, pedi demissão do CESLA, e isso em nada me alegrou.
Mas tudo bem. Ainda tenho algumas obrigações a cumprir, e depois adeus aos alunos. Fiz alguns alunos próximos. Torço para que todos sejam felizes e alcancem seus objetivos. E que sejam elevados os seus objetivos pessoais...
Agradeço assim aos solidários, peço perdão aos que se incomodaram, e que os que ficaram intranquilos, se acalmem. Para o bem ou para o mal, pretendo chegar, ao menos, a 150 anos... Para quem duvidar, vida longa!

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