Professores do Estado e Município param até sexta-feira

14/03/2012 às 07:25
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Professores do estado e município param até sexta-feira

Diego Adans
Desta quarta-feira (14) até sexta (16), professores do Estado (40 mil) e da rede municipal (6 mil), seguindo movimento nacional, suspendem as aulas, atingindo cerca de 1,2 milhão de alunos. A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
A entidade cobra o piso salarial da categoria no País, aprovado no final de fevereiro pelo Ministério da Educação. Segundo a CNTE, 17 Estados – incluindo a Bahia – não pagam os R$ 1.451 a todos os docentes. A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e, pelas regras, o piso deve ser reajustado anualmente, a partir de janeiro, tendo como critério o crescimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Entre 2011 e 2012, o índice foi de 22%, que incidiram sobre R$  1.187. 
No início da noite de ontem, após uma reunião para discutir o assunto, o secretário estadual da Educação, Osvaldo Barreto, por meio de nota, garantiu que “o Governo da Bahia vai continuar cumprindo o piso salarial nacional aos professores estaduais, como vem fazendo desde 2009.

Vale ressaltar que, independente da Lei do Piso, o governo vem praticando uma política de valorização da carreira do magistério público do ensino fundamental e médio, na medida em que, além do aumento linear concedido anualmente a todos os servidores, os professores têm recebido percentuais adicionais a cada ano, proporcionando aumento real”.
A assessora de comunicação da Secretaria da Educação do Estado, Shirley Pinheiro, acrescentou que, atualmente, só não é pago o piso a cerca de cinco mil docentes da rede, “de janeiro deste ano para cá”. Mas disse que ficou acertado na reunião que “o piso está garantido a este contingente, retroativo a janeiro”.
Os professores começam o movimento, hoje, com um ato público na Praça da Piedade, às 9h. “É um alerta. Se Jaques Wagner não quitar, vamos convocar assembleia e ver a possibilidade de greve”, disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-Sindicato) Valdir Alves Assis.
Já o secretário municipal da Educação, João Carlos Bacelar, mostrou-se tranquilo: “Todos os itens estão sendo atendidos e pagamos salários já acima do novo piso”.
Prejudicados - Enquanto isso, aumenta a preocupação de pais e alunos com a ameaça ao cumprimento do calendário letivo. “Mal começou o ano e já vemos mais dias sem aula. Quando  a escola não está em reforma, é o professor que falta. Um absurdo”, reclamou Florisvaldo dos Santos, pai de dois alunos da Escola Municipal Agnelo de Brito, na Boca do Rio.

Comentário: é curioso o comportamento de pais e estudantes que não se somam à categoria exigindo que sejam cumpridas as leis referentes ao salário do professor e às suas condições de trabalho. Entretanto, os mesmos pais e estudantes preferem que a escola funcione mal, com professores sem condições de trabalho. É preciso pensar que tipo de educação  é essa queremos para nossos filhos.

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