Internação involuntária de usuário de crack divide especialistas - A TARDE On Line - BRASIL

Quem já leu o livro Cristiane F, fica impressionado com os fatos apresentados. Para muitas pessoas, o livro nada mais é que apenas isso; um livro.
Na verdade é um livro auto-biográfico tirste. A verdadeira Cristiane ainda está viva, e hoje, já próximo dos 50 anos, ainda é viciada. http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI828617-EI315,00-Apos+anos+Christiane+F+ainda+luta+contra+vicio.html
Para trsiteza dos que leram o livro e torceram por ela, a triste nota é: não existe ex-usuário de heroína. Em lugar algum do mundo. Todos os usuários de Heroína, LSD e outras injetáveis, não e curam nunca mais. O vício é mais forte que a razão, e as necessidades do corpo.
Entretanto, nenhum vício é tão nefasto quanto o crack. Além de altamente viciante (como a heroína e o LSD, é preciso apenas um única dose), ela destrói nosso senso de amor próprio, de auto preservação. Uma garota, ou garoto usuário de crack, no auge do vício, numa crise de abstinência, faz coisas que normalmente não faria. Imagine aquela mulher que nunca faria sexo oral, sem camisinha, sexo anal... nessas situação de crise, faria sem pestanejar, considerando que isso seria o caminho para obter o prazer que a droga oferece. Ou seja, sexo é muito menos prazeroso e desejável que a pedra. Imagine a situação do namorado da jovem Cris... sendo mulherzinha de um homem bem mais velho que eles... tendo de sair da cama onde estava com a namorada, para servir de menininha para o homem que mantinha ambos viciados. Da mesma forma o crack faz o usuário fazer coisas que num outro momento seria impensável.
Ninguém brinque com isso, porque não existem ex-usuários de crack. Existem usuários que ficam períodos longos sem uso. Mas inevitavelmente, voltam a usar. O que é uma pena!
Em meio a todas as críticas e pensamentos sobre o tema "Drogas", alguns itens surgem: o que fazer com o usuário de crack? Será que o lema "Crack: caixão ou dependencia" são realmente as únicas alternativas?
Muitas pessoas falam sobre o uso e a dependencia, mas se esquecem que as pessoas se lançam sobre o vício voluntariamente. É preciso trata-las e traze-las para o convívio social. Torna-las produtivas novamente. Mas quem vai pagar essa conta? O homem sensato que nunca usou droga alguma além do café diário, e que paga seus impostos, e pega ônibus lotado, ouve o que não quer do cliente e do patrão... mas é ordeiro e com sua conduta faz do Brasil um país melhor? É justo que esse homem tenha de pagar a conta do vizinho que, improdutivo, se nega a ser um homem de bem para a sociedade e que por suas escolhas infelizes passa a ser um peso para a sociedade?
É justo que toda a sociedade pague a conta do tratamento da AIDS, ou do usuário de crack, e ao mesmo tempo hajam tantos brasileiros morrendo de malária, verminose e outras doenças cujo custo per capita é bem menor, e cuja disseminação da doença não depende, necessariamente do homem afetado pelo mal?
É preciso rever esse sistema.
Recentemente o Governo baixou decreto fazendo recair sobre o mau motorista o custo da sua imprudência. Antes o custo era da sociedade... pessoas morriam, ou ficam incapacitadas em acidentes e sobre a sociedade caia o ônus de banca-las no hospital, e depois numa aposentadoria involuntária. Agora não... causou o acidente? Pague a conta!
Será que o mesmo não deveria ser feito sobre que escolhe ser usuário de drogas? Obriga-lo a produzir para o bem da sociedade que paga seu tratamento.
Enfim, é preciso muita discussão, e o assunto passa pela educação mais uma vez. Embora a escola não possa dar conta, cabe a ela, sem dúvida, ser promotora das discussões que envolvem o tema. Algo parecido precisa se pensado em relação àqueles que resolvem se envolver amorosamente, sem o devido cuidado, gerando filhos indesejáveis, que depois se tornam um custo social pesado para a sociedade...
Muito estudo, muita ponderação, se fazem necessários e participação cidadã. Nada que educação não podem fazer.
Existe um certo romantismo em torno do assunto, porque muitos postulam que liberar a droga seria solução. E citam alguns países, como Holanda e Espanha, como exemplo de países que liberaram a droga. Pouco sabem essas pessoas sobre a Holanda, e suas relações com seus habitantes, e como funciona o processo de liberalização da droga. Países que possuem tal liberação, na verdade possuem áreas para os usuários. Fora dessas áreas, qualquer que seja a dose que pessoa esteja portando, ela será presa. E nesses casos, a lei é mais dura. Um problema é que as pessoas que usam dessas áreas, aumentam em número muito mais rapidamente do que se imaginava. Os guetos, ficam pequenos diante do aumento do grupo de usuários. E eles acabam não se restringindo às áreas designadas. Ou seja, eles se drogam nas áreas designadas, mas sam drogados dessas áreas, sem portar a droga já consumida, e após isso, criam todo tipo de sesordem. O número de doentes desses países só faz aumentar. E toda a sociedade paga o preço dessa liberação, uma vez que profissionais de diversas áreas, que levam anos para serem formados, simplesmente deixam de atuar. Também são filhos, filhas, pais, mães, irmãos que são perdidos para uma situação que longe de ser uma solução, é apenas uma forma do Estado se livrar da responsabilidade que possui sobre o assunto. Educação não é a redentora, mas sem ela torna-se quase impossível conviver com a realidade cotidiana que á a droga. Nesse momento há um número grande de pais chorando a perda de seus filhos e filhas, famílias destruídas porque o provedor se perdeu para o traficante, ou porque sonhos foram destruídos. Em alguns casos, pessoas se perdem não por serem usuárias. Mas apenas por serem envolvidas contra suas vontades. 
Num certo aeroporto internacional do Brasil, a polícia federal rondava o saguão, quando chamou a atenção um casal portando um bebê de colo. Mesmo com todo o tumulto dentro do salão, e com toda a demora, a criança permanecia incrivelmente calma e calada. Os policiais se aproximaram do casal, e um dos policiais, ao colocar a mão sobre a criança disse "parabéns pela calma do seu filho". Ao tocar a criança, sentiu que ela estava fria, e chamou os pais para uma enfermaria. Na enfermaria, tiraram a roupa da criança, que na verdade estava morta. Ela havia sido sequestrada haviam dois dias. Suas visceras foram retiradas de dentro dela, e em seu lugar foi feito um enxerto de drogas. O corpo da criança estava recheado de crack, para facilitar o transporte para fora do país. Imagina a dor dos país eue tiveram seu filho sequestrado, assassinado, e teve seu corpinho tratado de forma tão desumana. Podem nunca ter sido usuários. Mas veja o que a droga é capaz de destruir na vida de uma pessoa. Vejam o emblemático caso de pessoas que são mortas em confrontos diariamente. Nem sempre usuárias, mas igualmente vítimas da droga. Pense nos que teem seus bens roubados para pagamento da droga... quantas filhas e mulheres hoje estão se prostituindo apenas para bancar o vício... 
Ou seja, o tráfico não beneficia absolutamente ninguém, exceto o narcotraficante. 
Em se tratando de drogas, vale o ditado "Evite a primeira dose"
Leia mais sobre o assunto:

http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/alerte-turma-fotos-escancaram-efeito-drogas-431797.shtml

http://www.estadao.com.br/noticias/vida,tres-milhoes-de-usuarios-de-drogas-injetaveis-estao-infectados-com-hiv,644827,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-esta-entre-4-maiores-usuarios-de-drogas-injetaveis-onu,392497,0.htm

http://www.scielo.br/pdf/psoc/v21n1/06.pdf

http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/trafico_de_droga_e_prostituicao_na_feira_popular

http://ministroslabaredasdefogo.blogspot.com/2011/06/holanda-arrependimento-pela-liberacao.html


http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=26897

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