E as coisas mudam quando e como?

Há alguns meses atrás, o Brasil inteiro ficou horrorizado com a denuncia da professora Amanda Gurgel. De lá para cá, o que, efetivamente, mudou nas relações entre professores e os Governos dos Estados para os quais trabalham? Numa palavra: Nada!
Professores de Minas estão em greve há  mais de 2 meses, no Rio desde que os bombeiros fizeram aquela movimentação toda, que também comoveu o país.
Em Sergipe, estão em ritmo lento. E em outros Estados, os professores se movimentam na clássica greve.
Mesmo com as novas decisões do STF, e ampla divulgação da CNTE, os salários continuam baixos, e as condições de trabalho aviltantes. Há quem apesar disso se surpreenda com os resultados das provas Brasil e da prova de matemática. Como se essas avaliações fossem o avesso da realidade.
Nós, professores, somos vistos pela sociedade de uma forma ambígua e desconcertante. Ao mesmo tempo em que se fala em sacerdócio, tiram o pão do sacerdote, sua dignidade, energia e motivação. Esquecem da recomendação do apóstolo Paulo, onde ele diz que o obreiro é digno do seu salário.
De outra forma, o professor é avaliado segundo a roupa que veste, o modo de transporte, o livro que lê, a festa em que se diverte... como se essas coisas não custassem dinheiro também.
É uma vergonha, mas é constatado com isso que de nós tudo é tirado.
Ainda há quem se surpreenda que nos cursos ligados às licenciaturas, o número de estudantes é baixo. Menor ainda o de formandos; menor ainda os que exercem. Sem falar nos que todos os anos, procuram outras fontes de renda, abandonando o magistério para se dedicar a elas.
Mas é assim. Diante dos fatos comentados, a pergunta é quando estaremos numa condição mais favorável, e quando o Governo Wagner, finalmente, nos dará o salário condizente com o Piso Mínimo do Magistério e  a nossa URV.

Postagens mais visitadas deste blog

Professora gostosa foi expulsa da escola por deixar alunos excitados.