Falta de médicos e falta de professores

Estou agora assistindo o Fantástico, vendo o problema da falta de médicos pediatras, e lembro que o MEC tem feito uma campanha para impressionar os jovens e toca-los para abracem a carreira do magistério.
É curioso ver que os médicos deixaram de medicar, de clinicar, e sente-se a falta. Há anos ouço falar da falta de professores formados em Química, Física, Matemática e Geografia. O governo nunca foi realmente sensível a resolver esse problema dos professores, porque seria quanto aos médicos?
Talvez porque médicos sejam mais importantes (?), ele se mostre preocupado. Mas quanto aos professores, venhamos e convenhamos... professor qualquer um pode ser (!).
Se o governo quisesse resolver com seriedade esse problema, resolveria primeiramente a falta de professores. Porque?
Respondo com a fala que ouvi de um médico há alguns anos atrás num curso voltado pela SESAB de Ilhéus para professores de ciências: "Médicos sabem medicar, professores sabem ensinar".
Entendeu? Se os professores pudessem ensinar mais, com mais qualidade, precisaríamos de menos médicos, menos policiais, menos juizes,... teríamos uma sociedade menos corrupta, menos violenta, menos voltada para os interesses particulares e mais voltada para os interesses comuns.
Mito? Não! Fato. Olhe a Coréia, o Japão, a Tailandia, o Chile... todos países que investiram em eucação e colhem esses mesmos frutos que lhes apresento. Uma sociedade mais igualitária e inteligente, humana e próspera.
Salários dignos para professores é tocar jovens para que ingressem no magistério e também no medicina pediátrica. Professores precisam comer, vestir, ler, preparar material para dar aula, ouvir música, estudar, aprender uma segunda língua... precisam morar, amar, passar o domingo com suas famílias sem corrigir provas, ler livros, preparar aulas. Precisam viver, para estimular seus alunos a viverem também, a se projetarem para o futuro.
Carl Sagan conta em um de seus escritos que durante a Crise de 30, o governo americano, tentando levantar o país tomou como uma das primeiras providencias aumentar os salários dos professores. Aliás foi o único grupo de funcionários que não tinham seus salários atrasados. Para que os alunos se espelhassem nos professores e desejassem estudar, aprender. Foi essa geração que anos mais tarde formou os melhores engenheiros, médicos, químicos, físicos e tecnólogos de todo tipo. O esforço não foi inútil.
Mas se em época de crise é perceptível essa necessidade, porque nos tempos de paz, ignora-se a urgente e óbvia necessidade.
curioso que em época de eleição todos os candidatos, sem exceção levam em suas plataformas melhorar a educação, e elevar os salários do profissionais. Infelizmente, qualquer que ganhe o pleito, mostra-se indiferente ao prometido. havendo que cobre o prometido, tem como premio pimenta nos olhos e cassetadas da polícia.
Resumindo: educação sem salário, não é compromisso. É conversa. Sem educação, cada vez mais seremos um povo distante da realidade que tanto almejamos de uma sociedade mais igualitária e justa.

Postagens mais visitadas deste blog

Professora gostosa foi expulsa da escola por deixar alunos excitados.