As melhores escolas de Salvador, segundo a revista Veja 18.09.2002

A pesquisa VEJA-Ipsos Marplan comprova uma tese bastante simples: o que faz a diferença entre uma escola boa e uma mediana são os professores. Apesar da introdução de novas tecnologias e das instalações cada vez mais sofisticadas que deixam alguns colégios com ares de clube, o sucesso ou o fracasso de um projeto pedagógico depende fundamentalmente da interação entre professor e aluno dentro da sala de aula. "Uma equipe coesa, que compartilha o mesmo projeto pedagógico, é determinante para a qualidade de ensino. É fundamental também investir na formação permanente dos docentes", afirma Maria Helena Guimarães, secretária-executiva do Ministério da Educação.
Entre as melhores escolas de Salvador existem instituições com os mais variados perfis. Religiosas, laicas, grandes, pequenas, conservadoras, liberais. Algumas se preocupam em engajar as crianças e os adolescentes em trabalhos sociais. Outras oferecem um grande número de atividades esportivas. Tão diferentes entre si, essas escolas têm em comum professores bem remunerados e estáveis, que se reúnem freqüentemente para avaliar e planejar as aulas – e recebem para isso. Nessas instituições, há mais profissionais que trabalham em regime de exclusividade e maior ocorrência de mestres e doutores. Mas tudo isso ainda não é o suficiente. É preciso que o corpo docente tenha uma estrutura adequada para dar sustentação do lado de fora da sala de aula. Um bom número de coordenadores, cursos para que possam utilizar a informática como instrumento efetivo de aprendizagem, palestras com especialistas para aprimorar métodos pedagógicos. Todos esses itens, em menor ou maior grau, foram encontrados pela pesquisa VEJA-Ipsos Marplan nesses colégios.

Fernando Vivas
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Ao final do levantamento, o Alfred Nobel foi o campeão nos ensinos fundamental e médio. É importante ressaltar que existem várias escolas tão boas ou quase tão boas quanto a primeira colocada. A diferença no desempenho das melhores não foi grande. As dez primeiras alcançaram mais de 65 pontos dos 100 possíveis. Todas elas atingiram um patamar de excelência que as coloca em posição de superioridade entre os 140 estabelecimentos de ensino que responderam ao questionário. Qual será então a melhor escolha para seus filhos? Diante de tantas possibilidades, isso não depende da classificação final desta edição, mas sim das opções e exigências dos pais, que podem preferir uma orientação mais ou menos liberal, religiosa ou não, e levar em conta, sobretudo, a localização – algo importantíssimo na hora de decidir onde matricular o filho (veja reportagem). As escolas mais bem colocadas nos rankings da pesquisa VEJA-Ipsos Marplan, além de possuírem ótimos professores e dar condições para que eles possam desenvolver seu trabalho, mantêm uma grade curricular equilibrada, com bom número de atividades artísticas e esportivas, utilizando vários instrumentos para a avaliação de estudantes e professores e respeitando um limite adequado de alunos por sala, o que permite o acompanhamento personalizado de cada criança ou adolescente. Dispõem de laboratórios, quadras e ginásios esportivos, computadores, bibliotecas e demais equipamentos necessários para que o corpo docente possa atingir o máximo de eficiência. Para completar, mantêm ainda bons canais de comunicação com os pais.

Não é suficiente, porém, que seu filho esteja matriculado em um ótimo colégio e se sinta feliz lá dentro. Estudar – seja em uma escola de primeira linha, seja em outra mais modesta – exige esforço, disciplina e motivação. Adotado por nove em cada dez colégios, o construtivismo prega que o conhecimento precisa ser construído pelo aluno. Segundo essa teoria, o professor deve auxiliar nesse processo, fazendo com que a criança tenha capacidade e espírito crítico para filtrar um número cada vez maior de informações a que está exposta. Ou seja, o papel da escola é preparar para a vida, e não apenas transmitir conhecimento. Lembre-se de que, muitas vezes, os benefícios propiciados pela instituição só serão percebidos muitos anos depois de o aluno deixar as carteiras escolares.

Fernando Vivas

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Em outras palavras, o colégio não deve fazer média com o aluno e o fato de um professor ser querido pela turma não significa necessariamente que ele seja bom, embora essa empatia seja um fator importante para criar um clima emocional positivo entre o mestre e o aprendiz.
Além de originarem o ranking das melhores, as 72 questões da pesquisa permitiram que se produzisse uma radiografia inédita da rede particular de Salvador. Mais do que amostragem, é quase um recenseamento. Afinal, nos 140 colégios que participaram do levantamento, há 60 205 alunos, quase 70% do total de estudantes dos ensinos fundamental e médio nas escolas particulares da cidade. Esses resultados o leitor poderá conferir nos flagrantes da pesquisa, apresentados em forma de gráficos e tabelas nas reportagens desta edição.

TOME NOTA

As escolas desta lista não são necessariamente as mais indicadas a seu filho. É sabido que não existe o colégio ideal para todos os tipos de aluno.
Uma família que valoriza a solidariedade não deve optar por uma escola em que a competição seja a tônica. Por isso, escolha uma instituição que pregue valores parecidos com aqueles que você deseja incutir em seus filhos.
E não esqueça: é primordial que eles gostem do colégio.











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