Tempo, investimento e formação.

Muita coisa tem sido dita sobre o que ocorreu, e as consequencias, com o Haiti.
Me chama a tenção o processo de destruição gradual a que chegou a não haitiana. Anos de dominação, governos irresponsáveis, e a falta de visão do futuro fizeram o país com poucos recursos, um país sem povo participativo.
A história do Haiti cruza com a nossa no momento em que a ONU decide auxiliar o governo haitiano a reconstruir a nação haitiana e erguer o povo. Reitira-lo da condição de expectadores e leva-los à condição de construtores de seu futuro.
A vocação do Brasil, é, definitivamente, a paz. Diferente de outras nações que operam no cenário mundial, nossa vocação sempre foi o diálogo e o respeito. Resolvemos as nossas questões internas e externas dessa forma. E se num passado recente contrariamos essa vocação, aprendemos com o tempo que de fato, não temos outro destino senão a paz e a ordem.
Nossa nação pleiteia uma cadeira cativa no conselho de segurança da onu, com direito a voto.
Correndo atrás desse projeto, seguindo nossa vocação, estamos no Haiti. Erguendo uma nação.
Coisa melhor é dar que receber: aprendemos isso na igreja. Estamos dando ao povo haitiano o que conquistamos com luta.
Nossos jovens soldados aperfeiçoam-se a ajudam o povo dando ordem ao caos.
Quanto tempo é necessário para refazer outros soldados com a capacidade e destreza dos que morreram? Cálculos grosseiros falam em 20 anos. Vivos, a sua experiência transmitida formaria outros em bem menos tempo.
É inegável que são insubstituíveis nos corações de familiares e amigos.
Mas enquanto profissionais, levará tempo para formar outros de igual gabarito.
Educação é uma ferramenta importante. Sou professor porque acredito que educação é uma forma de revolução pacífica. Solidária com nossa vocação natural, a paz, educação deveria levada mais a sério nesse país.
Acredito que uma educação inteligente, faria um país mais rico, menos desigual, mais solidário com o mundo e com sua gente. Precisamos urgente aprender com esse evento triste, o terremoto.
Reafirmar nossa importância para o mundo, sem esquecer nossa gente.
Formar homens e mulheres que mesmo longe do Haiti, ou de outras nações com problemas, possam contribuir para um mundo melhor. Precisamos aprender, e ensinar, a ser cidadãos do mundo.
Nossa vocação perpassa por uma obrigação. Ou educamos o nosso povo, ou corremos o risco de não ver nossa vocação natural ser gentilmente repartida com o planeta.
Precisamos formar gerações. Forma-las implica tempo e recursos. O custo é alto para obter, impagável se não o fizermos.
Um mundo melhor, mais brasileiro, mais solidário, mais pacífico, mais verde-amarelo, mais alegre; custa pouco comparado ao que podemos pagar se não encararmos esse desafio com seriedade e inteligência.
Essa geração em particular precisa de um cuidado muito especial. É ela quem vai conviver mais de perto com problemas como aquecimento global, escassez de água, escassez de alimentos e recursos. Precisa ser preparada para viver isso, e para resolver esses impasses antes da chegada das próximas gerações. O que nossos pais, desastradamente, desperdiçaram, nossa geração e as próximas precisam ter seus recursos, ainda que minguados, garantidos hoje.
Hoje. Nunca foi tão urgente.
Abraços.

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