Situaçao do Haiti

Catástrofes acontecem regularmente sobre o planeta.
É uma forma que a vida tem de dizer que não somos tão grandes, nem tão poderosos. E ajuda a despertar, também, o melhor que existe em nós, enquanto seres humanos.
Aprendo com certo tristeza como é fino o nosso verniz de educação, calma e bom senso. As imagens que vemos nesse vídeo evocam o nosso alado animal.
O helicópero sendo invadido pela população.
Naquele momento, eles não são humanos, são animais querendo saciar os institos mais básicos: fome e sede.
Outras tragédias ocorreram de forma semelhante. Na segunda guerra, os alemães nos campos de concentração se divertiam com o desespero dos homens e mulheres quando levados para morrer sob a aplicação do gás ziclon. Na ocasião, os homens e mulheres eram levados a uma sala seprados por uma parede. Esta parede se erguia e expunha a nudez de todos, o primeiro choque. Passado o desconforto da nudez coletiva, uma série de buracos se abria no teto e caia um pó finíssimo: o zíclon B. O desespero das pessoas era tamanho, que corriam todos para os cantos da sala, quase sempre para o mesmo canto, e se pisoteavam, não importando se sobre jovens, velhos, crianças, mulheres...
Fugindo da morte certa, as pessoas mais morriam pelo pisoteamento que pelo gás, propriamente.
Triste? Uma grande tragédia, sem dúvida. Mas esta provocada pela ação da mão humana. O que vemos no Haiti é diferente. A ação da natureza foi devastadora.
Num país extremamente pobre, sem qualquer preparo para lidar com problemas de logística, sem uma estrutura de contigenciamento e organização formadas, e o pouco que havia, destruído, as prioridades são muitas, e dificeis de serem administradas. Afinal, o que é mais importante, 6 dias depois do tremor mais importante? Procurar vítimas vivas? Retirar os corpos e enterra-los? Saciar a fome e sede dos sobreviventes? Levantar estruturas hospitalares? Medicar os feridos?
Aparentemente tudo deveria ser feito ao mesmo tempo-agora, mas como organizar uma população combalida e que nesse momento não compreende a necessidade de organização, paciência e ordem, mesmo em meio ao caos?
É uma lição importante para nós que vivemos num país com situação diferente dos haitianos. Ou aprendemos com eles, ou poderemos ver entre nós situações identicas.
O que pode nos separar deles? Educação. Essa nos leva a organização e participação coletiva. Saber o papel individual, antes, durante e depois dos desastres.
Se a educação cumpre papel tão relevante, cabe a mim professor alertar meus alunos. E aos alunos cabe se preparar, educar, aperfeiçoar, participar.
É como sempre dizemos; notas não são o objetivo final mais importante do aprendizado, nem tão pouco passar de ano.
Quem sabe ainda esse ano aprendemos com a lição que a natureza nos concede, e passamos a nos educar mais e melhor? Temos a vida inteira para isso.
Abraços.

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